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Ainda não são médicos, mas já ajudam idosos isolados no interior

São estudantes de Medicina, na Universidade do Minho (UMinho), e estão a prestar cuidados de saúde a idosos que vivem isolados, em aldeias de Vila Pouca de Aguiar, no âmbito do projeto ‘Aldeia Feliz’. Ainda não são médicos. São alunos e querem aprender. Mas dão lições.

Um grupo de futuros médicos vai prestar cuidados de saúde a cerca de duas centenas de idosos que vivem isolados, em Vila Pouca de Aguiar. No âmbito de um projeto louvável, que cumpre a segunda edição, fazem o que mais gostam, de forma desinteressada, com um único objetivo: ajudar.

O projeto ‘Aldeia Feliz’ (levado a cabo pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho) coloca no terreno 26 estudantes que em regime de voluntariado se prontificaram para ajudar os idosos que enfrentam naturais problemas de saúde, mas que não têm médicos por perto.

Estes estudantes de Medicina não são, ainda, médicos. Mas estão preparados para esta missão. E a paixão pela profissão coloca-os em campo, em terrenos que nenhum profissional ousa pisar.

‘Aldeia Feliz’ vai realizar-se durante quatro dias, ao longo dos quais estes médicos do amanhã percorrerão diversas freguesias daquele concelho: Alvão, Bragado, Capeludos de Aguiar, Parada de Monteiros, Pensalvos e Tresminas.

Nestas visitas a casa dos idosos os alunos vão fazer rastreios cardiovasculares, medir níveis de glicemia, tensão arterial, curar pequenas mazelas e avaliar problemas de mobilidade, ao mesmo tempo que registam as condições de dependência que esta população isolada enfrenta.

Por outro lado, os estudantes darão alguns conselhos para que os idosos possam evitar problemas de saúde relacionados, por exemplo, com uma má alimentação, o sedentarismo, ou a higiene

São consultas ao domicílio, a pessoas que não dispõem de meios para se deslocar a um centro de saúde. Os alunos que levam a cabo este projeto vão também tomar nota das condições de habitabilidade destes idosos e saber quais os seus conhecimentos sobre pedidos de ajuda médica, em caso de necessidade.

Em isolamento social, estas pessoas – de Vila Pouca de Aguiar e não só – são uma imagem de um país onde os cuidados de saúde são privilégio. E privilégio é também ter estudantes de Medicina que dão uma lição aos próprios médicos.

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