Clube dos Pensadores

Ainda, Eleições Europeias

uniao europeia 6ueO PS e António José Seguro (AJS) podem apregoar que o governo viola o princípio de isenção, imparcialidade e neutralidade consagrado na lei eleitoral, ao anunciar recentemente medidas favoráveis aos funcionários públicos e pensionistas, para 2015.

Esta posição tem contornos de intromissão na vida política. A marcação do Conselho de Ministros em período eleitoral europeu é infeliz, assim como, a Cimeira Europeia.

O governo pode dizer que não interfere nas eleições, mas tudo que faz têm interpretações e seria de bom-tom neste período eleitoral abster-se de tomada de posições.

Porém, AJS ao anunciar as linhas orientadoras do seu programa eleitoral para as eleições legislativas de 2015 em que promete não aumentar impostos, acabar com a TSU dos pensionistas, não despedir funcionários públicos, etc. Está também a interferir nas eleições europeias de outra forma e da maneira que lhe dá mais jeito.

António José Seguro ao tentar fazer destas eleições um plebiscito à actuação do governo, o tiro pode sair-lhe pela culatra. O Governo aconteça o que acontecer vai manter-se em funções. Porém se o PS não tiver uma vitória expressiva quem vai ser posto em causa é António José Seguro no PS.

A política tem destas coisas, por vezes, acontece-nos a nós, o que gostaríamos que acontecesse aos outros. António José Seguro (AJS) gostaria que Pedro Passos Coelho (PPC) fosse embora, contudo pode acontecer que Seguro vá e fica ainda mais algum tempo PPC.

Porém querer antecipar o calendário eleitoral não é correcto, quando muito, estas eleições europeias darão uma indicação de voto do eleitorado. Podem-se tirar ilações políticas e fazer várias interpretações porém o governo vai continuar em funções até cumprir a legislatura, terceiro trimestre de 2015.

No fundo as eleições europeias serão a primeira parte de um jogo que termina nas eleições legislativas. O problema é que nesse jogo pode ter que se fazer substituições. Se o jogo correr mal para o PS, António José Seguro pode sair para dar lugar a outro. Ao contrário Pedro Passos Coelho pode sair mas só no final do jogo, depois de eleições legislativas em 2015.

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