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Agências noticiosas são o garante do jornalismo ético e rigoroso

Responsáveis de algumas das principais agências de notícias internacionais destacaram hoje o seu papel como o garante do jornalismo ético e rigoroso, durante um debate no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.

A maioria das pessoas “quer notícias sem parcialidade”, afirmou o presidente executivo da agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), Gary Pruitt, durante o debate denominado “São os media participantes ou observadores em conflitos globais?”, organizado pela congénere russa TASS.

Alertou também para que, através das redes sociais, a desinformação atinge mais pessoas do que a verdade, embora se tenha manifestado confiante ao sublinhar: “A resiliência dos factos faz-me ser otimista sobre o triunfo da verdade”.

Segundo o presidente executivo da AP, está muita coisa “em jogo”, mas os media têm que “prevalecer e dizer a verdade”.

“Não temos que ceder à tentação (de tergiversar ou desinformar) porque assim que te metes nisso ficas lá preso”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da agência de notícias francesa AFP, Fabrice Fries, afirmou que neste momento “o mais importante é informar a verdade”, pelo que a aposta passa por continuar a recolher testemunhos presenciais e lutar contra as noticias falsas.

O primeiro, disse, significa “diversificar as fontes e crescer, a fim de manter a sua rede global” de jornalistas e colaboradores que informam sobre a atualidade em tudo o mundo.

Para lutar contra as denominadas ‘fake news’ [desinformação], a AFP criou uma equipa de 40 especialistas em 25 países que verificam as informações, acrescentou.

Por sua vez, o diretor de relações internacionais da espanhola Efe, José Manuel Sanz, sublinhou que a sobrevivência das agências de notícias depende da sua credibilidade, o que exige “informação não partidária, fiel à verdade, assente nos factos e baseada num código ético forte e estrito”.

“Explicar os factos é o mais importante”, apontou, sublinhando que o “jornalismo em [letra] maiúscula” é mais necessário do que nunca, pelo que não basta a mera observação, mas exige “pôr em contexto os factos”.

Destacou que a “informação verdadeira é obsessão das agências” noticiosas, pelo que elas se converteram “nas últimas guardiãs da informação rigorosa”.

O diretor-geral da TASS, Serguéi Mijailov, concordou que os media têm que “voltar” aos “valores básicos” que obrigam a informar com rigor.

Quando falamos de notícias falsas, “devemos perguntar-nos que significa ‘fake news’. ‘Fake news’ é o mesmo que ‘mentira’ e não devemos mentir”, sublinhou.

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