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A sério: Presidente da Guatemala é Jimmy Morales, o comediante

Não é piada: a Guatemala elegeu um comediante como Presidente. Jimmy Morales ganhou, ontem, a segunda volta das eleições, alcançando um registo histórico: o novo chefe de Estado teve mais do dobro dos votos somados por Sandra Torres, a adversária da UNE.

A política é para ser levada a sério: tão a sério que a Guatemala não hesitou em eleger Presidente um comediante evangélico.

Jimmy Morales, de 46 anos e apoiado pela Frente de Convergência Nacional, foi eleito com 67,43 por cento, fechadas as contas às 19.582 mesas de voto.

O resultado foi superior ao dobro dos votos recolhidos pela adversária. Sandra Torres, a antiga primeira-dama que chegou à segunda volta com o apoio da Unidade Nacional da Esperança, ficou-se por 32,57 por cento dos votos.

Foram 1.421.658 votos a separar Morales, comediante e apresentador de televisão, de Torres, numa segunda volta onde mais de quatro milhões de pessoas foram às urnas.

De acordo com os dados mais recentes do Supremo Tribunal Eleitoral, a participação nesta segunda volta das eleições presidenciais foi de 56,29 por cento, ou seja, votaram 4.253.417 guatemaltecos.

A abstenção foi, assim, de 43,71 por cento.

O resultado de Jimmy Morales foi histórico, mas não chegou ao recorde de Vinicio Cerezo.

Em 1985, o candidato da Democracia Cristã Guatemala recolheu 68,37 por cento dos votos, deixando Jorge Carpio, da União do Centro Nacional, com apenas 31,63 por cento.

Refira-se que foi nesse mesmo ano de 1985 que a Guatemala instaurou a democracia.

Também Alfonso Portillo, em 1999, fez melhor do que o agora vencedor, com 68,31 por cento dos votos, deixando o rival Oscar Berger nos 31,69 por cento.

O décimo Presidente da era democrática da Guatemala, que se distingue por não ter qualquer experiência política, vai ser empossado no dia 14 de Janeiro para um mandato de quatro anos.

Na vice-presidência vai estar Jafeth Cabrera, um antigo reitor da Universidade estatal de San Carlos.

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