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“A dívida aumenta, a justiça não funciona, mas o Parlamento discute a canábis”, diz Ventura

O Parlamento discute, nesta quinta-feira, a legalização da canábis para fins recreativos, com propostas do Bloco de Esquerda e do PAN. André Ventura, lamenta e fala em “limite do ridículo”. “A dívida aumenta, a justiça não funciona, mas o Parlamento discute a canábis”, diz, ao PT Jornal.

As críticas de André Ventura não surpreendem, ou não estivesse o seu projeto político nos antípodas da esquerda considerada mais radical, como é o caso do Bloco de Esquerda. Mas o jurista não compreende também o timing escolhido para discutir este assunto.

“A dívida aumenta, a justiça não funciona, mas o Parlamento discute a canábis”, começa por dizer, antes de endurecer as críticas aos deputados.

“Esta é a prova de uma grande dose de inutilidade da nossa Assembleia da República: quando se agravam os problemas de mobilidade, economia e justiça, os nossos representantes discutem a legalização das drogas para fins recreativos”, aponta.

“Devíamos estar a discutir como combater mais eficazmente o tráfico de droga e os danos maléficos que essas substâncias ilícitas têm causado nas faixas mais jovens em toda a Europa, ou a incapacidade do Estado no combate à pedofilia… No entanto, na casa da democracia, discute-se quantas plantas de canábis se podem plantar no quintal ou vender na farmácia”.

André Ventura não compreende o momento, nem o modo. “Para cúmulo, o Bloco e o PAN querem também propor uma espécie de liberdade de cultivo em casa dos consumidores”, enquadra.

E deste ponto de vista, atinge-se “o limite do ridículo”.

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