Economia

A cada duas horas que passam, uma empresa portuguesa abre falência

construcaoO ritmo de empresas que abrem falência nunca foi tão alto em Portugal. Entre o início da crise, em 2007, e 2011, fecharam as portas cerca de 15 mil empresas, o que representa uma média de 12 diárias, ou uma a cada duas horas que passam. Estes números, divulgados pelo Instituto Informador Comercial, surgem na ressaca de um dos piores anos da história do comércio.

Só em 2011, há 4000 empresas que declararam falência, o que significa que a média aumentou, em comparação com os quatro anos anteriores – entre 2007 e 2010, inclusive. O ano em curso representa um quarto (cerca de 26 por cento) do total de falências registados nos últimos cinco anos.

Em comparação com 2010, verificou-se no ano que agora termina um aumento de 12 por cento. Já num paralelo com 2007, comprova-se um aumento para o dobro, em 2011. Pior é a comparação entre 2000 e 2011: neste último ano, fechou-se o triplo das empresas.

Estes dados foram reunidos pelo Instituto Informador Comercial e citados pelo Diário de Notícias, que aponta o distrito do Porto como o mais problemático, numa análise a todo o país.

A uma realidade assustadora, em termos nacionais, juntam-se outros números fornecidos pelo Eurostat, que colocam Portugal no topo da lista de países da Zona Euro com maior quantidade de eliminação de empresas, nos últimos anos.

E a área de negócio mais afetada é o comércio, a retalho e por grosso. Precisamente no dia em que arrancam os saldos, sabe-se que estas promoções podem ser a salvação para muitas empresas, que esperam lucros capazes de enfrentar as dificuldades dos meses que se seguem.

Outros setores de atividade que são vítimas da crise são a restauração, a construção civil, a venda imobiliária e os transportes terrestres.

A previsão para o próximo ano é um aumento da taxa de falências, em virtude da diminuição do poder de compra e da retração do consumo, fatores que decorrem da crise e das medidas de austeridade inscritas no Orçamento de Estado.

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