Hoje é dia

8 de julho, nasce La Fontaine, o autor das fábulas sábias

‘A Lebre e a Tartaruga’ é uma das fábulas eternas, guardadas na Literatura e partilhadas ao longo de séculos, ao longo de gerações. Hoje é dia de recordar La Fontaine, que nasceu a 8 de julho de 1621, em França.

Jean de La Fontaine nasce a 8 de julho de 1621, numa pequena cidade chamada ‘Chateau-Thierry’. Iniciou os estudos em Teologia e Direito, em Paris, ainda que a Literatura tenha, desde muito cedo, sido a sua principal paixão.

La Fontaine casa aos 14 anos, por imposição do pai, e nunca foi feliz nessa relação, da qual nasce uma criança. Em 1652, assume o cargo do pai, que era inspetor de águas e florestas. Mais tarde, trabalha com o ministro das Finanças Nicolas Fouquet, um mecenas de vários artistas.

Entra definitivamente nas Artes, e escreve ‘Os Amores de Psique e Cupido’, obra reconhecida. Nesta altura da sua vida, tinha um relacionamento próximo com Molière, bem como das duquesas de Bouillon e de d’Orleans.

Somente em 1668 lança os trabalhos que o notabilizaram e que o tornaram célebre (mundialmente, no dias de hoje). O volume ‘Fábulas Escolhidas’ reunia 124 fábulas, num trabalho dedicado ao filho do rei de França, Luís XIV.

As fábulas de La Fontaine relatam histórias de animais, de forma única e apaixonante, sempre com um princípio moral – como a fábula da ‘Lebre e da Tartaruga’, por exemplo. Os animais comportam-se como seres humanos e representam os hábitos e vícios de sua classe.

A escrita, atrativa, cativa inúmeros leitores e o reconhecimento, catapultando o autor para a elite da escrita. La Fontaine torna-se, em 1683, membro da Academia Francesa.

Diversas edições as eternas fábulas de La Fontaine viriam a ser publicadas, ainda com o autor vivo, sendo que novas narrativas eram acrescentadas. A sua obra era enriquecida, o seu nome engrandecido. Foi considerado um “mago da poesia pura, através de linguagem cristalina e de ingenuidade inimitável”.

A doença trava a pena de La Fontaine, que se converte, então, ao catolicismo, em 1692.

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Viria a morrer em Paris, a 13 de abril de 1695, dois anos depois da derradeira publicação das suas fábulas, marcadas pela elegância, humor, sabedoria, simplicidade, doçura e malícia. Hoje recorda-se La Fontaine, no dia em que se trespassa a data do seu nascimento.

Na História do dia 8 de julho, assinala-se ainda o início da Primeira Cruzada, com 15 mil soldados cristãos a marchar à volta de Jerusalém, para conseguir ajuda divina na conquista da cidade.

Também neste dia, mas em 1497, Vasco da Gama coloca as velas ao vento, para a primeira viagem marítima da Europa à Índia.

Nasce a 8 de julho de 1889 um dos jornais de referência da atualidade: o Wall Street Journal, cuja primeira edição do diário norte-americano é lançada neste dia.

Em 1994, dois eventos se assinalam: o vaivém Columbia é lançado do Cabo Canaveral, nos EUA, no início de uma missão de duas semanas e Kim Il Sung, presidente da Coreia do Norte desde 1948, morre com 82 anos, vítima de ataque cardíaco, sendo substituído pelo filho, Kim Jong-Il.

Em Timor-Leste, no ano de 2006, José Ramos Horta torna-se primeiro-ministro, encerrando um período de tensões civis. E em 2011, o vaivém Atlantis faz o derradeiro voo, assinalando o fim deste tipo de missões da história da NASA.

Nasceram neste dia, além de Jean de La Fontaine, Ferdinand von Zeppelin, conde e inventor alemão (1838), John Davison Rockefeller, industrial e filantropo (1839), Manuel de Arriaga, primeiro presidente da República Portuguesa (1840), Arthur Evans, arqueólogo britânico (1851), Fritz Perls, psicólogo alemão (1893), Philip Johnson, arquiteto norte-americano (1906), Vitali Sevastyanov, ex-cosmonauta soviético (1935), e Joan Osborne, cantora e compositora norte-americana (1962).

Morreram neste dia o Papa Eugénio III (1153), Papa Gregório XV (1623), Christiaan Huygens, matemático e astrónomo holandês (1695), Amélia Rey Colaço, encenadora e atriz portuguesa (1990), e Henrique Mendes, apresentador de televisão português (2004).

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