O Clube dos Pensadores recebeu nesta segunda-feira Nuno Melo, eurodeputado do CDS-PP, que chegou a ser apontado como candidato à sucessão de Paulo Portas.
Nuno Melo afirmou no Clube dos Pensadores que é assumidamente um político de direita e tem-se sentido incomodado com este Governo de António Costa marcadamente de esquerda.
Acha que este Governo tem uma errata, não apenas orçamental, mas há uma errata de legitimidade de governação, apesar de ter perdido as eleições.
“No Governo quem manda é o PCP e BE. Por outro lado há uma errata de crença, há um esforço de fazer acreditar naquilo que não é possível”, diz.
Já o ministro das Finanças, Mário Centeno, “tem uma crença naquilo que o resto da Europa não acredita”.
“É um Governo de caprichos – não explica como se paga. Não manda nada e paga muito caro essa atitude”, assinala Nuno Melo.
Na errata orçamental havia 138 páginas em que se garantiu que os impostos não iam subir, mas subiram.
Não há nenhuma errata que possa ultrapassar a realidade. “O PS tenta convencer os incautos de que tudo é possível. Não é possível pôr Portugal a crescer mais do que o resto da Europa. Este Governo tomou várias medidas contraditórias. O Financial Times compara Portugal à Argentina e à Venezuela. Os juros da dívida têm estado a disparar”, aponta ainda o centrista.
Em relação à TAP, Nuno Melo lembra que o anterior Governo optou pela privatização orque era necessário injetar capital”. Mas o executivo de António Costa reverteu o processo, sem que a fórmula encontrada defenda o interesse do Estado.
Joaquim Jorge aludiu que António Costa deveria vir ao Clube explicar o Orçamento de Estado de 2016. Seria estimulante e esclarecedor num ambiente apartidário, que passa as fronteiras ideológicas. Os debates com militantes é redutor e fechado.
Por outro lado, Nuno Melo acha que os resultados do Governo “são francamente maus”. “Um político deve deixar aos vindouros algo melhor: ao que estava deve acrescentar e não retirar. O Governo PSD/CDS levou o país a um bom rumo, todos suportaram muito para se chegar ao fim com uma saída limpa”, insiste.
O moderador do debate, Joaquim Jorge, fez a pergunta óbvia: “Porque não é candidato a líder do CDS”. Nuno Melo respondeu que avaliou as suas próprias circunstâncias – é eurodeputado, está longe e como criticou Ribeiro e Castro que foi líder do CDS e eurodeputado, manteve-se fiel ao que disse e não avançou.
Uma questão que fez burburinho e aqueceu os ânimos na sala de debate do Clube dos Pensadores – a questão das 35h00 para a Função Pública.
Nuno Melo acha que é uma decisão que vai custar muito dinheiro ao Estado para pagar horas extraordinárias e coloca em condições desiguais público e privado.
Por fim é contra as subvenções vitalícias, mas se há uma lei deve ser cumprida. Achou “lamentável” o que fizeram à candidata Maria de Belém que antes da polémica das subvenções vitalícias tinha à volta de 16 por cento e depois dessa polémica passou para quatro a cinco por cento. “Não entendo porque o Tribunal Constitucional deu a conhecer a sua decisão em plena campanha presidencial”, lamenta.
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