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30 de agosto, morre Nasoni, o arquiteto que espalhou arte no norte

A 30 de agosto de 1773, morre o italiano Nicolau Nasoni, um dos mais importantes arquitetos do Porto e de outras cidades do norte do país, que preservam belos edifícios do século XVIII. Nasoni morreu inexplicavelmente pobre.

Nasoni teve grande proximidade com fidalgos do Porto, em virtude da ocupação profissional do seu avô. Nascido em Itália (a 2 de junho de 1691), viveu em Siena – onde aprendeu pintura, arquitetura e artes decorativas e realizou importantes trabalhos artísticos –, até que se mudou para Roma e, mais tarde, para Malta.

As suas obras decorativas provocaram grande celeuma, pela riqueza das decorações, quer pelas técnicas de construção. Foi em Malta que se inicia na arquitetura, pintando um teto no palácio de Valeta, em 1724, obra dirigida ao português D. António Manuel de Vilhena, grão-mestre da Ordem de Malta.

O trabalho foi alvo de elogios, sendo que a presença naquela ilha permitiu a Nasoni um contacto com fidalgos e personagens ligadas à Igreja Católica. Pelo mérito das suas criações, Nicolau Nasoni é convidado para se mudar para uma cidade que se encontrava em plena revolução artística: o Porto.

Em novembro de 1725, dá início ao trabalho de pinturas na Sé do Porto, um edifício de matriz românica, que se encontrava em profundas remodelações (é dos primeiros edifícios da cidade a sofrer diversas adaptações do estilo barroco).

Durante vários anos, realiza trabalhos na Sé do Porto, ao lado de grandes nomes portugueses da arquitetura, entre os quais António Pereira e Miguel Francisco da Silva.

Em 1731, já depois de ter casado e enviuvado, recebe um projeto para a Igreja dos Clérigos, que o ocupou durante mais de três décadas. Foi um dos grandes projetos da sua vida, feito gratuitamente, mas graças ao qual se tornou imortal.

Sobretudo no Porto, mas também nas cidades contíguas e no norte de Portugal, Nasoni rubricou diversos trabalhos, dos quais se destacam a fachada principal da Igreja do Senhor Bom Jesus (em Matosinhos), o corpo central do Palácio de Mateus (em Vila Real), a fachada da Igreja da Misericórdia, o Palácio do Freixo, a Igreja e Torre dos Clérigos (Porto).

Morreu na pobreza, inexplicavelmente pobre, no dia 30 de agosto de 1773, tendo sido sepultado na Igreja dos Clérigos. Hoje, no dia da morte de Nasoni, recorda-se o grande arquiteto que espalhou talento na cidade.

Nasceram a 30 de agosto Pedro I de Castela, rei de Castela (1334), Baronne De Staal, escritora francesa (1684), D. João de Bragança, príncipe do Brasil (1688), Jacques-Louis David, pintor francês (1748), Pierre Lallement, inventor da bicicleta (1843), Theodor Svedberg, químico sueco (1884), Warren Buffett, empresário norte-americano (1930), e Anna Politkovskaya, jornalista russa (1958).

Morreram neste dia Cleópatra VII do Egito (30 a.C.), Luís XI de França, (1483), Nicolau Nasoni, arquiteto italiano (1773), Francis Baily, astrónomo inglês (1844), John White Webster, químico norte-americano (1850), Wilhelm Wien, físico alemão (1928), Henri Barbusse, escritor francês (1931), Joseph John Thomson, físico inglês (1940), e J. Lee Thompson, realizador inglês (2002).

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