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1 de maio, Dia do Trabalhador, viagem à origem da luta laboral

1 de maio é o Dia do Trabalhador, data que tem origem numa manifestação nas ruas de Chicago, EUA, em 1886, para reduzir o horário de trabalho. Também neste dia, em 1891, em França, outra manifestação que reivindica direitos laborais acaba com 10 mortos, após intervenção policial. São os factos históricos que transformaram 1 de maio no Dia do Trabalhador.

Assinala-se em diversos países do mundo, sendo que em alguns deles é feriado nacional. Um de maio é dia de luta dos trabalhadores, data com origem nos EUA, com repercussão em França e que adquiriu um forte simbolismo.

A origem do 1 de maio encontra-se nas ruas de Chicago, em 1886, quando uma grande manifestação suscita uma greve geral, numa luta que defendia a redução do horário laboral para oito horas.

Os dias seguintes foram de morte, de alguns manifestantes, vítimas de intervenção policial em escaramuças. Também polícias acabaram por morrer, numa luta marcante, com início a 1 de maio.

Já em 1889, a Internacional Socialista reúne em Paris e convocar uma manifestação anual, que tem o mesmo fim: lutar pelas oito horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1.º de Maio, em homenagem às lutas sindicais de Chicago.

E precisamente a 1 de maio de 1891, durante uma manifestação a norte de França, a polícia dispersa os manifestantes e provoca 10 mortos. Em honra das vítimas e em memória destes factos históricos, esta data passa a ser considerada o ‘Dia Mundial do Trabalhador’.

Em Portugal, o 1.º de Maio só começou a ser celebrado a partir de 1974, depois do 25 de Abril. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração era reprimida pelas forças policiais.

Muito antes de ser considerado o Dia do Trabalhador, 1 de maio foi dia de outros factos históricos. Em 1500, Pedro Álvares Cabral toma posse da Ilha de Vera Cruz (atual Brasil), em nome do Rei de Portugal.

Já em 1707, passa a vigorar o Tratado de União, que transforma os reinos da Inglaterra e da Escócia em Reino Unido. A ópera ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart, estreia em Viena, Áustria, neste dia, em 1786. E em 1834 é abolida a escravatura nas colónias inglesas.

No primeiro dia de maio de 1960, inicia-se uma crise diplomática entre União Soviética e EUA, com o abate do U-2, um avião espião norte-americano, pilotado por Francis Gary Powers.

Em Portugal, a 1 de maio de 1974, dá-se o primeiro grande comício em Liberdade, que contou com as presenças de Mário Soares e Álvaro Cunhal, dois símbolos da Democracia portuguesa que acabavam de regressar do exílio.

O automobilismo sofre uma grande perda, em 1994, no Grande Prémio de San Marino: o brasileiro Ayrton Senna sofre um acidente grave e morre no mesmo dia.

A 1 de maio de 2004, a União Europeia cresce, com a entrada de mais dez países: República Checa, Hungria, Chipre, Eslováquia, Polónia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Malta.

E em 2011, dá-se a beatificação do Papa João Paulo II, exatamente no dia em que Barack Obama diz “We got him”, referindo-se ao terrorista Osama Bin Laden, capturado e morto numa operação norte-americana, no Paquistão.

Nasceram neste dia Jean de Joinville, escritor francês (1225), Aleksey Khomyakov, poeta russo (1804), e Sidónio Pais, presidente da República de Portugal (1872).

Morreram a 1 de maio Edite da Escócia, Rainha Consorte de Inglaterra (1118), Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazi (1945), Ayrton Senna, piloto brasileiro de Fórmula 1 (1994), e Osama Bin Laden (2011).

Além do Dia Mundial do Trabalhador, assinala-se hoje o Dia da Literatura Brasileira.

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