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1 de agosto, morre Corazón Aquino, a mãe da liberdade filipina

A 1 de agosto de 2009 morre Corazón Aquino, uma lutadora pela liberdade nas Filipinas, que se tornou Presidente. Faltou o Prémio Nobel da Paz, para o qual foi nomeada, em 1986.

María Corazón Cojuangco Aquino, também conhecida por Cory Aquino, foi presidente das Filipinas a partir de 25 de fevereiro de 1986, data que coincide com o afastamento do poder do ditador Ferdinand Marcos.

Aquino liderou o movimento que derrubou a ditadura das Filipinas, sendo considerada uma heroína no seu país, tornando-se a primeira mulher a ocupar a chefia de Estado de um país asiático.

Mãe de cinco filhos, sofreu na pele a crueldade da ditadura de Marcos: o seu marido Benigno Aquino, líder da oposição ao regime, foi assassinado em 1983, no aeroporto, quando regressava do exílio.

Durante o mandato, Corazón Aquino sofreu sete tentativas de golpe de Estado, às quais resistiu. Foi nomeada para Prémio Nobel da Paz, em 1986, e abandona a presidência a 30 de junho de 1992.

Participou em diversos movimentos cívicos, depois de deixar o poder, mas um cancro no intestino trava este novo desafio.

Morreu a 1 de agosto de 2009, devido a uma insuficiência cardíaca, provocada por aquela doença, contra a qual desistiu de lutar.

Hoje, dia da sua morte, recorda-se uma lutadora que deixou a liberdade como herança.

Um dos filhos de Corazón Aquino, Benigno Aquino Jr., seguiu a carreira política e chegou a ser Presidente das Filipinas.

Nasceram a 1 de agosto Condessa de Ségur, escritora franco-russa de literatura infantil (1799), John Mahoney, cientista norte-americano que criou o tratamento para a sífilis através da penicilina (1889), Georges Charpak, Nobel de Física (1924), António Maria Lisboa, poeta português (1928), Yves Saint Laurent, estilista francês (1936), Ney Matogrosso, músico brasileiro (1941), e Douglas Dean Osheroff, Nobel da Física (1945).

Morreram neste dia Luís VI de França, rei dos Francos (1137), Luigi Carlo Farini, político italiano (1866), Hintze Ribeiro, político português (1907), Otto Heinrich Warburg, Nobel de Fisiologia/Medicina (1970), Tadeus Reichstein, Nobel de Fisiologia/Medicina (1996), e Corazón Aquino, política filipina (2009).

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