Tecnologia

Vírus Stuxnet, que atacou o programa nuclear iraniano, tem quatro variantes

perigo_radioactividade_1A informação advém de um relatório da Kaspersky, conhecida empresa de segurança informática da Rússia. Podem futuramente surgir mais quatro variantes do software malicioso.

O Stuxnet, vírus informático que afetou o sistema nuclear do Irão, pode não estar a trabalhar sozinho. Esta é a convicção da Kaspersky, empresa de segurança informática russa, que afirma que outros quatro vírus terão sido desenvolvidos pela mesma base.

Ao todo serão cinco, e funcionam ao que tudo indica como complementos uns dos outros. Depois de penetrarem num sistema informático, os softwares maliciosos procuram os seus ‘irmãos’, de modo a criar a arma completa e perfeita para o ataque.

Para a divulgação destas novas descobertas, a Karspersky afirma ter encontrado informações que indicam que os cinco vírus foram criados na mesma plataforma.

Após o ataque ao sistema nuclear iraniano, desde logo surgiram daquele país criticas e ataques aos Estados Unidos e a Israel, que estão no topo da lista dos suspeitos da fabricação do Stuxnet. Ambas as nações recusaram-se para já a comentar tais afirmações.

Os ataques aconteceram em novembro passado. O sistema nuclear do Irão foi afetado pelo vírus informático que conseguiu desativar algumas centrifugadoras que aquele país utiliza para enriquecer urânio. O vírus terá no entanto apenas causado danos temporários. Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano, confirmou o ataque mas afirma que rapidamente a sua equipa resolveu o problema. O líder daquele país classificou os invasores como “inimigos do Irão”.

O vírus Stuxnet é considerado o primeiro software malicioso criado com o objetivo concreto de afetar grandes sistemas industriais. Em todo o mundo, desde setembro do ano passado, quando ficou conhecido, o vírus terá penetrado em mais de 45 mil máquinas. A Symantec, responsável pelo Norton Antívirus, um dos mais conhecidos mundialmente, afirmou inclusive que nunca tinha visto algo deste género.

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