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Violência na Síria: Kofi Annan chega a acordo com Bashar al-Assad

koffi_annanEnviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan, esteve reunido com o líder do regime, Bashar al-Assad, sendo que foi possível chegar a um consenso, de forma a que paz possa regressar à Síria.

Kofi Annan prestou declarações durante o dia de ontem, afirmando ter conseguido estabelecer um acordo de paz com al-Assad. Este entendimento visará uma nova estratégia, que integrará os rebeldes sírios, com o fim supremo de pôr fim à violência.

O acordo não foi apresentado na sua integridade pelo enviado especial da ONU, depois do seu plano de seis pontos base ter fracassado. Kofi Annan apenas referiu que este novo plano contará com os rebeldes que combatem o exército sírio.

Acerca do encontro com o líder sírio, sublinhou que este foi “franco” e “construtivo”. Entre as questões abordadas estão “a necessidade de acabar com a violência e sobre os meios para alcançar isso”, sendo que foi possível atingir um acordo que Anan irá partilhar com a oposição armada.

Este plano, prevê ainda a formação de um governo de transição, no qual estejam incluídos representantes do regime e da oposição, se al-Assad abandonar a liderança da Síria. Já a comunidade internacional dá muita relevância ao assunto. Os EUA consideram que abrirá novas portas para a era “pós-Assad”. Já a Rússia e China, aliadas da Síria, creem que os sírios deverão definir o seu futuro.

Antes do encontro de Kofi Annan com o Bashar al-Assad, a oposição fez fortes críticas à visita do enviado especial, dado o fracasso do seu último plano e que seria urgente usar uma ação internacional, como consta no capítulo VII da ‘Carta da ONU’, obrigando o regime a por um ponto final à repressão.

A Síria encontra-se sobre clima de violência já há cerca de 16 meses, com diversos ataques e centenas de mortes, nomeadamente mulheres e crianças, sendo que quando foi instaurada a lei do “cessar-fogo”, o clima vivido foi piorando.

Na passada segunda-feira, foi sentindo mais um ataque, desta vez na região noroeste, em Idleb, onde morreram 58 pessoas, entre elas 28 civis.

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