Clube dos Pensadores

Valentino Rossi

Valentino Rossi nasceu para ser corredor de motos. Este fim-de-semana, apesar de ser quinto no GP Aragón, foi 3.º na classificação para a corrida. Notável! A lógica e a idade não contam para ele. Foi corajoso e valente em ter corrido mesmo diminuído fisicamente com uma perna partida. Não tem nada a provar (38 anos, 9 títulos, 115 vitórias e 360 grandes prémios disputados), é um corredor imprescindível como cartaz no MotoGP.

Uma corrida com a presença de Rossi não tem nada a ver sem ele. Não desiste de ser pela décima vez campeão.

Há muitos anos deixei de ter um clube de futebol preferido. Quando mais novo, era do Benfica pelo Eusébio, um jogador assombroso que deu tudo pelo Benfica, chegando a jogar magoado e com analgésicos porque a sua presença em campo era importante, no plano monetário e desportivo. Nesse tempo confundia-se o Benfica com o Eusébio. Sigo o futebol português com algum distanciamento, sem clubite e sem paixão exacerbada.

Em Espanha sou pelo Real Madrid enquanto lá jogar o Cristiano Ronaldo. Sigo o Mourinho para onde ele for. Já fui pelo Chelsea, depois pelo Inter de Milão, a seguir pelo Real Madrid, mas já o era em Espanha pela presença do Ronaldo. No futebol italiano seguia o Roberto Baggio onde ele jogasse: Milão, Juventus, Inter de Milão e Brescia. O jogador mais completo que vi jogar no futebol italiano, uma espécie de 9 e meio que jogava atrás do ponta-de-lança

Em Inglaterra sou pelo Manchester United, via Mourinho. Tenho por hábito seguir pessoas e não clubes.

No ténis sou um fã de Federer e a espaços de Del Potro por influência do meu filho. No ciclismo Nibali admiro muito, gosto de Froome mas tem sempre uma equipa que o ajuda muito.

Nas motos sou um incondicional de Valentino Rossi, mesmo gostando de Miguel Oliveira que é português.

Rossi é um génio e uma alegria na minha vida e nos fins-de-semana que corre. No GP San Marino não correu e eu não vi a corrida. Voltou com a sua recuperação espectacular e surpreendente, lá estive a ver a extraordinária corrida, mesmo com a perna fracturada, ficando em 5.º lugar.

É um consolo vê-lo correr. No dia que se retire será um dia de luto para mim. Sinto-me um felizardo de estar vivo e ter tido o prazer de ver correr Valentino Rossi, chegando a vê-lo ao vivo no Estoril em que dava quase uma volta ao 2.º classificado.

Por ele cheguei a ter moto quando era mais novo, ter o prazer de andar de moto e sinto-me totalmente identificado com ele. Tenho-o no rol dos meus amigos virtuais.

A sua recuperação passados 22 dias demonstra que a medicina tem evoluído muito. Mas, também, prova que Rossi com 38 anos o seu corpo está aí para as curvas e permite-lhe acalentar a esperança de vencer o seu 10.ºtítulo Mundial. Há dois anos roubaram-lhe um título mais que certo pela habitual união espanhola contra o italiano. Mas o mais importante é a ambição e ganas de correr.

Resta este ano a Rossi utilizar as corridas como preparação para a próxima época 2018/2019, em que espero que não seja a última.

nota: Porto em grande! Benfica um desastre! Sporting assim-assim!


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