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Mais um lince-ibérico morre vítima de atropelamento no Alentejo

Um macho de lince-ibérico, de um ano e que tinha sido libertado na natureza, morreu durante uma cirurgia a que foi submetido, após ter sido encontrado ferido com sinais de atropelamento numa estrada no Alentejo, foi hoje anunciado.

No dia 02 deste mês, o jovem lince-ibérico Olmo foi encontrado ferido e com sinais de atropelamento na Estrada Nacional (EN) 122, no concelho de Mértola, distrito de Beja, e depois sujeito a operação cirúrgica, “acabando por não resistir com vida”, refere o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), num comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo o ICNF, trata-se da terceira morte por atropelamento de exemplares de lince-ibérico libertados no Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG), no Alentejo, estando a taxa de sobrevivência da reintrodução da espécie em Portugal “estimada em 70 por cento”.

Olmo tinha nascido, em 09 de março de 2017, no Centro de Cría de Lince Ibérico Granadilla, em Espanha, e libertado, em 15 de fevereiro deste ano, perto de Mértola, durante o reforço do processo de reintrodução da espécie, no âmbito do projeto “Recuperação da Distribuição Histórica do Lince Ibérico (Lynx pardinus) em Espanha e Portugal”.

O lince foi encontrado na faixa de rodagem da EN 122, perto do cruzamento de Alcaria Ruiva, no concelho de Mértola, um local já conhecido de mortalidade de fauna selvagem.

Olmo foi encontrado por um residente e proprietário de um restaurante em Mértola, que, “de imediato, deu sinal da ocorrência” ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e permaneceu junto do animal, que, entretanto, se deslocou até uma zona de mato adjacente à estrada.

A equipa de seguimento do ICNF deslocou-se ao local e, com apoio do SEPNA, capturou Olmo, que foi transportado para uma clínica veterinária especializada em intervenções ortopédicas em Loures, onde foi sujeito a uma cirurgia.

Olmo, que acabou por morrer durante a cirurgia, tinha lesões no fígado e no baço provocadas pelo embate do atropelamento, conforme confirmou a análise pós-morte realizada na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, refere o ICNF.

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