Crónicas

Tempos Estranhos

« É pecado pensar mal dos outros, mas raramente é engano »

H.L Menken

A Coreia do Norte tem nos últimos tempos vindo a anunciar, cada vez com mais frequência, os seus testes com mísseis. A cada teste a tensão na região aumenta e palavras duras são trocadas entre os norte coreanos e o resto do mundo. A Coreia do Norte aparenta ter necessidade de se colocar no centro das atenções, afinal como é que se pode ser elemento a levar em conta se ninguém se lembra que se existe?

Num mundo em que Donald Trump é presidente, o Reino Unido escolhe sair da União Europeia, um grupo terrorista conseguiu ocupar território em vários países, onde a Europa se vê a ter de gerir um fluxo de refugiados contínuo, onde o medo de atentados convive no dia-a-dia de vários países ser relegado para o esquecimento é uma forte probabilidade.

O que dizer sobre o estado das coisas quando os norte coreanos aparentam ser o menor dos males existentes?

Face à concorrência, não é de espantar que o regime norte coreano recorra ao seu armamento para garantir que não esquecido, e que o resto do mundo os vê como uma ameaça.

A sobrevivência do regime depende muito da ameaça que representa para outros, mas o que fazer quando uma ameaça maior exige a atenção que antes era deles?


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