Justiça

Sócrates: “Sabia que Carlos Santos Silva era um homem com posses”

José Sócrates fez uma única confissão sobre o amigo a quem, desde 2011, pedia dinheiro emprestado. “A única coisa que sabia é que o eng. Carlos Santos Silva era um homem com posses”.

A afirmação foi proferida durante o primeiro interrogatório, cujos excertos são hoje publicados pelo Observador.

“Nunca perguntei nem nunca soube quanto é que o Carlos Santos Silva detinha”.

Lembrando que é “amigo de infância… de juventude” de Carlos Santos Silva, com quem tem passado férias “há muitos anos”, José Sócrates negou qualquer conhecimento “sobre os bens” do homem que, no entender do Ministério Público, era o testa de ferro do ex-primeiro-ministro.

“A verdade é que fiquei a saber mais sobre os bens do eng. Carlos Santos Silva quando li os factos [da acusação] do que soube nos últimos 30 anos. Nunca perguntei, nem nunca soube quanto é que o Carlos Santos Silva detinha”.

“Nem era do meu conhecimento que o senhor eng. Carlos Silva tivesse ou não tivesse contas na Suíça”, garantiu ainda Sócrates: “A única coisa que sabia era que o senhor eng. Carlos Santos Silva era um homem de posses, porque sempre o conheci, como digo, como empresário”.

Alegando que sempre viveu com “dificuldades financeiras”, José Sócrates teve ainda de explicar-se, nesse interrogatório a 22 de novembro de 2017, sobre os “empréstimos” que pediu à mãe e, depois, a Carlos Santos Silva.

“Nunca tive contas a prazo, não tenho dinheiro de fortuna, tenho uma casa e um carro e sempre vivi com a generosidade da minha mãe, que lá ia dando umas ‘massas’ quando eu precisava”.

“É verdade que o Carlos Santos Silva de onde em onde me emprestava dinheiro”, continuou o principal arguido da Operação Marquês: “Eu tenho pouco, sei que ele é um homem de posses e, de vez em quando, pedia-lhe dinheiro, de vez em quando pedia-lhe dinheiro”.

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