Saúde

SNS vai retirar implantes mamários PIP em caso de complicações

implantes_pipO Ministério da Saúde prestará apoio às mulheres portuguesas que sofram complicações por implantação de próteses mamárias da marca Poly Implant Prothèse (PIP). A tutela emitiu uma nota onde promete “tratamento e acompanhamento”, com remoção da prótese, desde que sejam provados sinais de complicações para a saúde. As portuguesas nestas circunstâncias terão uma nova prótese de marca segura.

As mulheres portuguesas que tenham colocado implantes mamários da PIP e que apresentem “complicações” decorrentes desse facto vão ser acompanhadas pelo Serviço Nacional de Saúde, que promete remoção da prótese e substituição por uma nova.

Através de um comunicado, o Ministério da Saúde prometeu “proteção, tratamento e acompanhamento” das portuguesas que enfrentem problemas, desde que exista “evidência de rotura”, ou ainda sinais de “inflamação”, além de “outras razões” que levem à remoção do silicone da PIP.

O Governo aconselha assim as cerca de 2000 mulheres a recorrerem a consulta médica, para averiguar o seu estado de saúde e os eventuais riscos de rutura dos implantes. Só após uma “avaliação clínica” e depois de ser “documentada” a necessidade de extração do implante as mulheres poderão receber apoio do Serviço Nacional de Saúde.

A colocação de novos implantes mamários, para substituir os da marca PIP, fica também garantida, desde que seja indicada pelo médico que acompanha as pacientes.

Em Portugal, há cerca de 2000 mulheres com próteses PIP. Em todo o mundo, estima-se que cerca de 500 mil mulheres tenham colocado próteses desta marca.

As pessoas que recorreram a aumentos mamários estão a ser aconselhadas a consultar o seu médico, ou o cirurgião que procedeu ao implante. Mas, além de aconselhamento, as pacientes que já o fizeram recebem surpresa por parte dos médicos.

Os implantes mamários desta marca têm, na sua composição, elementos químicos prejudiciais para a saúde, utilizados em combustíveis e na indústria da borracha, substâncias usadas sem que tenham sido feitos ensaios clínicos.

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