Sentir o pensamento em vez de o controlar

Hoje pelo amanhecer com os primeiros raios de sol caminhava à beira mar percepcionando o quanto é fácil viver quando tudo aquilo que me era dado como certo ter evaporado… Quando todos os sonhos humanos foram realizados e já terminaram.

Agora vivo a assimilar esta grande aprendizagem percebendo que quando vivia na minha zona de conforto nada sabia, tudo era teoria… É fácil agradecer quando tudo está aparentemente seguro, tal como a solidez financeira, o emprego, os amigos, o casamento… mas aqueles que se observam sabem que esse agradecimento é efectuado com uma leve ânsia de tudo perder e assim sendo não é sincero… subtilmente estamos a ignorar a energia que emanamos com este receio de que nos falte aquilo que é confortável, exactamente por não sabermos como será viver fora da zona de segurança.

Esta forma de comportamento ao qual nos habituamos vai condicionando os nossos pensamentos e acções que serão sempre efectuados numa mesma linha, pois é assim que nos sentimos seguros. O que implicará que quando um acontecimento se der fora dos moldes a que nos acostumamos tenha um impacto danoso na nossa vida…

Analisando com pormenor a minha experiência posso salientar que enquanto me mantinha na zona confortável havia sempre uma parte de mim que me dizia “e se ficares sem este cenário?

Consegues continuar a ser feliz?” e a resposta era clara, efectivamente estava enraizado em mim que não ia ser feliz sem aquilo a que me tinha acomodado…

Com esta constatação nunca mais tive paz pois percebi que teria que aprender aquilo que a minha Alma estava a exigir e com a devida acção, de modo consciente, agi como actriz do próprio papel que teria que assumir para que os temores terminassem deixando que o Plano Divino orientasse o meu caminho.

Passei a observar com total nitidez tudo aquilo que foi acontecendo quando me entreguei à verdadeira aprendizagem, enfrentar e libertar-me do conhecido e nada fazer até ser apanhada de surpresa. É de facto muito menos doloroso quando estamos ao comando e avançamos conscientemente do que quando aguardamos e somos surpreendidos com o desconhecido.

Das duas formas as quedas são sentidas como se de um precipício se tratasse e a cura dá-se quando nos apercebemos que estamos cada vez mais livres e nos propomos a analisar o porquê de termos que sair da zona de conforto para que a vida passe a ser fácil.

Somos nós próprios que preparamos terreno para vivermos sem aquilo que mais gostamos com a irradiação inconsciente da energia de medo de tudo perder, encontramos as mais variadas estratégias mentais para fugirmos do que sentimos criando um falso sentimento de segurança, mantendo essa energia camuflada. Por isso, frequentemente dizemos, “como é que isto foi acontecer? Estava tão grato pela minha vida e tudo ruiu”. Pois é, esse tudo é energia, nós somos energia, os pensamentos são energia e deixá-los soltos sem os observar mais tarde ou mais cedo constataremos que colocamos a nossa vida à deriva… Parar para observar a qualidade da energia que irradiamos em qualquer pensamento e em qualquer acção numa fase inicial parece quase impossível, por momentos achamos que estamos a pensar cada vez mais negativo, mas não é verdade, é só o facto de que agora estamos conscientes e não adormecidos, por isso essa falsa percepção. Sentir qualquer pensamento como uma vibração energética, que é o que realmente é, será com certeza o caminho mais seguro para atingir a libertação… pois já não seremos condicionados pela mente, pelos porquês, mas sim pela energia que emanamos…


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