Política

Seguro acusa Passos de “colocar interesse do Governo acima do interesse do país”

antonio_jose_seguro1O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou o Governo de Passos Coelho de “colocar os interesses partidários e do próprio executivo acima dos interesses do país”. Seguro, que falava em Bruxelas aos jornalistas, garante que não entra “no jogo do cede ou não cede” com Passos Coelho. “Está em causa aliviar a vida das pessoas e abola está do lado do Governo”, afirmou.

António José Seguro colocou “a bola do lado do Governo”, na questão da proposta de Orçamento de Estado, que mereceu críticas e sugestões socialistas, para “aliviar as dificuldades” que o documento prevê.

Em declarações aos jornalistas em Bruxelas, onde participava numa convenção do Partido Socialista Europeu, Seguro acusou Passos Coelho e a maioria governativa de colocar os interesses partidários acima dos interesses do país.

“O Governo transmite a ideia de que está neste processo colocando os partidos acima dos interesse nacionals. O PS não entra neste jogo do cede ou não cede”, garantou António José Seguro.

Do outro lado está um PS que “tem tido uma postura de grande responsabilidade” e que “apresentou propostas”. Agora, diz o secretário-geral socialista, “chegou a altura de PSD e CDS apresentarem as suas propostas, de dizerem que contributo dão para tornarem este Orçamento de Estado menos injusto”.

Seguro reforça que não se revê no documento. “Este não é o nosso Orçamento e não existe nenhum processo de negociação. Não estamos nem ficaremos comprometidos com esta proposta. Apresentamos um conjunto de propostas para tornar o Orçamento menos injusto. A maioria do PSD e do CDS tem agora de se pronunciar e de dizer quais aprova e quais não está de acordo”, salientou.

Passos Coelho já manifestou abertura para discutir alterações ao documento, mas já afirmara também que não tem folga orçamental para aplicar as medidas que Seguro exige: cortar apenas um subsídio a pensionistas e funcionários públicos e manter o IVA na restauração.

António José Seguro não recua: “O que está em causa é a missão de aliviar a vida das pessoas, sobretudo dos reformados e dos trabalhadores da Função Pública, sobre quem cai, por opção do Governo, os maiores sacrifícios”. Antevê-se uma discussão dura. Uma discussão tão dura como Seguro já prometera.

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