Ásia

Robôs enviados para limpar Fukushima continuam a ‘morrer’ (com vídeo)

Os especialistas em radiação nuclear estão seriamente preocupados. Todos os robôs enviados para limpar o que sobra dos reatores de Fukushima têm ‘morrido’. O mais recente, criado pela Toshiba, não durou sequer 24 horas…

É um trabalho sujo e alguém tem que o fazer. Mas é também mortal, por isso o melhor é mandar robôs. Só que estes, afinal, também ‘morrem’ em serviço…

A explosão da central nuclear de Fukushima, em 2011, deixou cerca de 600 toneladas de resíduos tóxicos sem qualquer controlo. O problema é que todos os robôs enviados para limpar o reator explodido (número 4) deixam de funcionar.

O mais recente, desenvolvido pela Toshiba, devia suportar até 73 sieverts (a medida do impacto da radiação ionizante), o máximo alcançado até agora. Só que dentro de Fukushima a radiação deverá atingir os 530 sieverts.

Para comparação, saiba que basta um sievert para uma pessoa sentir náuseas e tonturas. A exposição a cinco sieverts é fatal em apenas um mês.

O robô da Toshiba ‘morreu’ cinco vezes mais depressa do que o previsto. Não aguentou sequer 24 horas. Ainda assim, bem melhor do que as duas horas que aguentou o ‘escorpião’ enviado em fevereiro.

Esta mortandade robótica é a mais recente preocupação dos especialistas. Sem controlo nem limpeza, o perigo permanece em Fukushima, palco do maior acidente nuclear desde Chernobyl.

Ainda por cima, há fissuras nas paredes, permitindo a saída da radiação nuclear para o exterior. Foi o que descobriu um dos últimos robôs antes de ‘morrer’:


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