Crónicas

Razão Exilada

«Nunca agir apaixonadamente; sairá tudo mal. Quem não estiver senhor de si, não deve agir: a paixão desterra sempre a razão.»

Baltasar Gracián

Por estes dias, os vizinhos da Coreia do Norte vivem ansiosos. Já não lhes bastava ter o líder de ter em conta o líder norte coreano, tem agora de contar com a forma muito própria do Presidente norte americano de desempenhar a sua função.

O mundo viu o presidente norte americano declarar que caso o regime norte coreano continuasse as ameaças iria ver uma reação de «fogo e fúria».

A escolha das palavras fez lembrar a ameaça norte coreano, feita na sequência das novas sanções aplicadas pela Nações Unidas, fazer da Coreia do Sul «um mar de fogo».

Uma coisa é certa, a continuar este discurso alguém se vai queimar. Os vizinhos da Coreia do Norte esperam ardentemente que não sejam eles.

A situação demonstrou, caso ainda restassem dúvidas, de que os tempos em que o mundo olhava para os Estados Unidos para orientação já são algo do passado.

As mais recentes atitudes da administração Trump demonstraram que falam primeiro, esperam que a atitude agressiva resolva e como última hipótese pensam numa forma de resolver.

Garantido é que a certeza de que o melhor é ter uma alternativa à ajuda norte americana começa a ser interiorizada por vários governos em vários pontos do mundo.

Se a situação não fosse tão perigosa, a troca de palavras entre a administração Trump e regime norte coreano seria digna de qualquer comédia.

Esta crise pode ser resolvida, mas os danos que a escolha de palavras do presidente norte americano irá perdurar.


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