Crónicas

O preço da Paz

«A paz não pode ser mantida pela força.Isso só pode ser conseguido pela compreensão.»

Albert Einstein

Após cinco décadas de conflito, a Colômbia um entendimento entre Governo e FARC aponta para uma nova etapa na vida daquela nação sul americana. Eis que colocado o acordo em consulta popular, os opositores ao acordo ganham.

Uma vez mais a certeza de alguns deparou-se com a realidade dos resultados. Seria de esperar que após o Brexit, os políticos colombianos estivessem mais atentos à possibilidade de o acordo de paz ser rejeitado pelos eleitores.

Pouco tempo depois, é anunciado que o presidente Colombiano era o vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2016, pelos seus esforços para conseguir pacificar o país. Uma espécie de incentivo internacional para compensar o desaire interno.

Qualquer acordo pressupõe vantagens e cedências para ambas as partes, neste caso os rebeldes da FARC terão sempre que ter algum incentivo. Isso será para uma parte da sociedade colombiana inaceitável.

De um dia para o outro, um acordo determina que o inimigo de ontem deixou de o ser. Décadas de ódio, medo não desaparecem por decreto. O sentimento de que as vítimas de ambas os lados estão a ser esquecidas pode ser um entrave a qualquer acordo. Até quando resistirá o esforço para conseguir um acordo?

Nenhum acordo irá fazer esquecer os danos causados pelo conflito, mas os custos de rejeitar o acordo apenas possibilita que novas vítimas surjam, e que o desejo de vingança cresça.

Como os sul africanos descobriram a reconciliação nacional só acontece quando existe vontade de ultrapassar ódios e rancores, e mesmo assim é um processo difícil.


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