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PJ fez 122 escutas ao primeiro-ministro… por engano

A revista Sábado dá conta, nesta quinta-feira, que a Polícia Judiciária, por via de escutas, intercetou “acidentalmente” conversas de António Costa com o socialista Manuel Pizarro. Quem estaria a ser escutado era o antigo secretário de Estado da Saúde no âmbito do processo de compra de sangue à Octapharma, que ainda está sob investigação. Mas a PJ acabou por escutar 122 conversas do primeiro-ministro.

De acordo com informação confidencial do Ministério Público, citada pela Sábado, “na interceção a estes alvos [no caso Octapharma onde Costa nada tem que ver] foi interceptada acidentalmente uma comunicação do suspeito [Manuel Pizarro] com Sua Exª. o Sr. primeiro-ministro, António Costa…”

A revista refere ainda que a descrição está num despacho datado de 27 de setembro de 2016 e assinado pela procuradora Ana Paula Vitorino, onde é referido que foram gravadas “sete sessões”, que não tinham relevância para a investigação.

Jornalista terá passado informação confidencial a médico

Além destas informações, a Sábado explica ainda que neste caso, uma jornalista da TVI “avisou um dos suspeitos [no caso Octapharma] sobre a investigação”, sendo que no caso era “o médico Cunha Ribeiro, um dos arguidos do processo, de que estava sob investigação.”

Neste processo, recorde-se, que começou com o “inquérito O – (O negativo)”, chegou a ser emitido um mandado de detenção europeu (MDE) a Paulo Lalanda de Castro que era representante da empresa de produtos farmacêuticos no período que está em investigação neste caso.

As autoridades investigam a suspeita de ter sido montado um esquema que favoreceu a Octapharma com o monopólio do fornecimento de plasma ao Serviço Nacional de Saúde.

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