Sociedade

Pescas: Portugal consegue aumentar quotas para 2012 em negociação difícil

pescadores_caxinasA quota de pescas de Portugal vai ser aumentada em seis por cento, em 2012, apesar de a Comissão Europeia lutar pela redução global, também quantificada: 11 por cento. A ministra Assunção Cristas, responsável pela pasta das Pescas, congratulou-se com o desfecho das negociações em Bruxelas: “É uma vitória para o setor. Há muitos anos que Portugal não garantia qualquer aumento de quotas de pesca”.

A reunião de pescas do fim de ano, tradicionalmente difícil, em virtude das diferenças de interesses das partes, foi em 2011 muito positiva, tendo em vista as metas do Governo português, que viu aumentada a quota de pesca na ordem dos seis por cento.

“As primeiras propostas da Comissão Europeia apontavam para uma diminuição de 11 por cento das quotas. Mesmo assim, aumentámos seis por cento na globalidade, o que é obviamente muito positivo. Em espécies relevantes como o bacalhau, vamos poder pescar mais 240 toneladas”, destacou a ministra Assunção Cristas.

Estes acordos tiveram em conta a sustentabilidade das espécies, “respeitando todos os pareceres científicos de pesca”, o que é também “um compromisso do Governo português”, segundo realça a ministra, considerando que “as negociações foram muito positivas”.

Em 2012, crescem as s quotas de pescas de bacalhau, de tamboril (110 por cento), de pescada (15 por cento), de areeiro (nove por cento), biqueirão (10 por cento), verdinho (875 por cento em águas nacionais e 531 por cento no Golfo da Biscaia sul da Bretanha).

Os armadores da pesca em industrial portugueses ficaram satisfeitos com o desfecho desta reunião. Tecem elogios ao Governo, consideram que o setor retirará grandes benefícios com o aumento de quota e falam da correção de “um erro muito grave”.

O presidente da Associação Armadores de Pesca Industrial, Miguel Cunha, acusou a Comissão Europeia de “um erro crasso”, há um ano, com base de um “parecer científico errado”.

A reunião, realizada em Bruxelas, durou cerca de cinco horas e juntou à mesa das negociações os ministros das Pescas europeus.

Estas negociações ficam também marcadas por um protocolo estabelecido com Marrocos, que impede cerca de 100 embarcações da União Europeia, entre as quais 14 portuguesas.

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