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Personagem autista: Rua Sésamo dá voz à doença com Julia

A famosa série infantil ‘Rua Sésamo’ tem uma nova personagem. Julia, uma menina de olhos verdes e cabelo laranja, é autista. Como qualquer criança, gosta de brincadeiras e dos amigos. Assim, Julia, a brincar, vai falar sobre os problemas sérios associados ao autismo, como o bullying.

A menina Julia, de olhos verdes, cabelo laranja e pele amarela, é a mais recente personagem da série infantil ‘Rua Sésamo’. Tal como todas as crianças, adora brincar e estar com os amigos. A única diferença é que Julia é autista.

Julia chega à ‘Rua Sésamo’ com uma missão: dar a conhecer uma doença sobre a qual ainda existem vários mitos.

“Aos 5 anos, quando se vê outra criança que não fixa o olhar em nós, podemos pensar que essa criança não quer brincar, mas não é esse o caso”, lembrou Sherrie Westin, vice-presidente da fundação que se associa aos programas educativos da ‘Rua Sésamo’.

A nova menina da rua até pode “fazer as coisas de forma um pouco diferente”, mas é uma criança como as demais: pode é demorar um pouco mais a desenvolver as relações de amizade.

Jeanette Betancourt, outra vice-presidente da Sesame Workshop, salientou que “as crianças com autismo têm cinco vezes mais probabilidades de serem vítimas de bullying. Com uma em cada 68 crianças a ter autismo, é muito bullying”

“O nosso objetivo”, frisou, “é mostrar o que todas as crianças têm em comum e não as suas diferenças. Crianças com autismo partilham a alegria pelas brincadeiras, por terem amigos e fazerem parte de um grupo”.

Porque “o autismo não é um tema desconfortável”, segundo Sherrie Westin, a fundação criou um vasto programa online. Além dos programas especiais ‘Rua Sésamo’, a iniciativa ‘Sesame Street and Autism: See All in Amazing Children’ engloba uma aplicação para dispositivos móveis, livros, vídeos e várias atividades interativas.

“As famílias com crianças autistas tendem a gravitar entre conteúdos online e por isso decidimos criar a Júlia em versão digital. Queremos que pais e crianças compreendam que o autismo não é um tema desconfortável”, sustentou Sherrie Westin.

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