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Perceção da Corrupção: Portugal mantém 32.º posto de uma lista com 183 países

corrupcaoPortugal está bem colocado no Índice de Perceção da Corrupção, relativo a 2011, divulgado pela Transparência Internacional, mantendo o 32.º posto que detinha no ano passado, de um total de 183 países avaliados. América do Sul, África e países de leste são os mais vulneráveis, neste estudo. No entanto, numa análise ao continente europeu, apenas Malta, Itália, Grécia e os países de leste estão pior classificados, relativamente a Portugal.

Portugal continua entre os países com menor perceção de corrupção, conclusão retirada a partir do Índice de Perceção da Corrupção, tornado público hoje, pela Transparência Internacional, organização não governamental que luta contra a corrupção e que desde 1995 ordena os países de acordo com “o grau em que a corrupção entre os funcionários públicos e políticos é percebida”.

O relatório relativo a 2011 foi divulgado hoje e coloca Portugal no mesmo lugar que ocupava em 2010: 32.ª posição. No entanto, apesar de haver mais de 150 países com maior índice de perceção de corrupção do que Portugal, importa salientar que, retirando os países de leste da Europa, apenas quatro países do Velho Continente estão pior do que Portugal: Malta, Itália e Grécia.

Precisamente os países de leste, a maioria das nações africanas e grande parte dos países localizados na América do Sul têm maior índice de perceção de corrupção, segundo a Transparência Internacional. Estados Unidos, Canadá, norte da Europa, Nova Zelândia, e Austrália estão no extremo oposto.

Portugal não apresenta melhorias nesta tabela porque não apresentou quaisquer avanços na resolução dos grandes processos de corrupção que envolvem políticos. Com um índice de 6.1, (numa escala de 0 a 10, sendo que 0 representa um país altamente corrupto e 10 nada corrupto), mostra poucos avanços na situação portuguesa, no último ano.

O Índice de Perceção da Corrupção é publicado pela Transparência Internacional, uma entidade não governamental – fundada em março de 1993 e com sede em Berlim, na Alemanha –, cuja finalidade é o combate à corrupção.

Esta entidade é conhecida, sobretudo, pela realização de um relatório de periodicidade anual, desde 1995, que apresenta os índices de perceção da corrupção em todo o mundo. Essa prática ilegal avalia funcionários públicos e políticos, sendo que corrupção é entendida como o “abuso do poder confiado para fins privados”.

Este índice da Transparência Internacional é realizado através de uma análise feita por diversos peritos de vários países, que dão opinião sobre o grau de corrupção de cada uma das nações. Ou seja, as práticas de tráfico de influências e abusos de poder são avaliadas de forma subjetiva.

Os países são analisados escalonados de 0 a 10, sendo que 0 representa um país altamente corrupto e 10 representa perceção da corrupção quase nula.

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