Política

Passos Coelho prepara terreno para novas medidas de austeridade

passos_coelho10Nas comemorações do 40.º aniversário da Toyota de Ovar, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assumiu que a execução do Orçamento de Estado de 2012 será “a mais difícil de sempre”. Ao mesmo tempo que incitou a mais investimento da marca japonesa, o chefe de Governo preparou o cenário para um 2012 marcado pela austeridade.

Passos Coelho preparou os portugueses para novas medidas de austeridade, com uma curta frase, que espelha a realidade do próximo ano, do ponto de vista do Governo e dos contribuintes.

“O próximo Orçamento de Estado terá a execução mais difícil de sempre”, afirmou o chefe de executivo, que anuncia mais sacrifícios, em nome de uma necessidade do País: “Recuperar a confiança dos mercados”.

Portugal tem de demonstrar que “segue na rota correta”, num cenário de ajuda externa. Passos Coelho considerou recentemente que “os portugueses já compreenderam essa mensagem”. Assim, o primeiro-ministro levanta o véu sobre novas medidas de agravamento fiscal.

“Temos de convencer os mercados de que estamos sólidos”, disse. Portugal está numa “grave crise orçamental, tem dívidas acumuladas” e taxas de juro pouco atrativas.

“Mais investimento da Toyota”

Nesta celebração dos 40 anos da Toyota de Ovar, Passos Coelho não perdeu a oportunidade de ‘piscar o olho’ a investimento japonês, uma vez que o investimento externo permitiria à Economia, sob efeitos das medidas de austeridade, gerar emprego.

“Estes 40 anos são a prova de que vale a pena que a Toyota olhe para Portugal não só como um parceiro com raízes antigas, mas também como um parceiro para o futuro”, afirmou o chefe de Governo.

Passos Coelho revelou que está “interessado em captar ainda mais investimento” da Toyota, que terá benefícios para os japoneses, em virtude da “excelente mão de obra e boa capacidade de gestão”.

Num cenário de “colapso que se prevê” na indústria automóvel, não está previsto “qualquer agravamento fiscal no setor”, medida que poderia colocar em causa todo o ramo.

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