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Novo portal das Finanças parece um “labirinto”

O presidente da Associação Nacional de Contabilistas deixa críticas ao novo portal das Finanças, chegando mesmo a dizer que mais parece um ‘labirinto de confusão’ e dizendo que tem recebido “milhares e milhares” de queixas de funcionalidades que… não funcionam. “Nunca se sabe onde as coisas estão”, lamenta.

“É a história do labirinto: chegamos, entramos e depois não sabemos onde estão as opções”, destaca, dizendo depois que “praticamente tudo tem corrido mal”.

“O portal das Finanças é uma ferramenta de acesso absolutamente necessária para se entregar tudo o que é declaração fiscal neste país e o que era suposto era que estivesse a funcionar”, refere Vítor Vicente, elencando depois o que, em seu entender, tem corrido mal.

“Primeiro, ele não funciona imensas vezes – e estamos a falar de milhares e milhares de queixas que estamos a receber na associação e através dos nossos espaços de contacto com os contabilistas”, salienta dizer Vítor Vicente, em declarações na Renascença.

E acrescenta: “Segundo, quando funciona, umas vezes temos a imagem no ecrã do antigo portal, outras do novo e nunca se sabe onde as coisas estão”.

Apesar de referir que a sua associação defende alterações no portal, Vítor Vicente lamenta que algumas ‘operações’ sejam “dificultadas”.

“Não temos nada contra – pelo contrário – que haja evoluções no portal. Aliás, ele bem precisa”, referiu, salientando o problema relacionado com o IVA.

“A própria aplicação que a autoridade tributária fez para entregar as declarações de IVA tem erros, não deixa entregar.”

“Estamos a assistir a algo que é muito complicado, porque estamos a falar de trabalhos com muita responsabilidade, temos de entregar aos nossos clientes muitos valores importantes para pagar ao Estado, cujo prazo limite é hoje e estamos todos a levar muito mais tempo para conseguir fazer as coisas, porque andamos ali à procura de como havemos de resolver”, revela este responsável, dizendo ainda que já se queixou ao Ministério das Finanças.

Porém, não recebeu “até este momento, qualquer reação” por parte do gabinete de Mário Centeno.

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