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Moura Guedes acusa Sócrates de a afastar do jornalismo

No dia em que saiu a acusação a José Sócrates, Manuela Moura Guedes lembrou o seu afastamento do telejornal da TVI e sugere que o ex-primeiro-ministro esteve por detrás desta decisão. “Foi há oito anos! Nunca mais tive hipótese de fazer jornalismo, apesar de ter procurado contar a verdade acerca do primeiro-ministro de Portugal “, escreveu.

“Agora talvez percebam o sentimento de injustiça com que tenho vivido desde que Sócrates fez com que a Administração da TVI acabasse com o Jornal (de Sexta) que era da minha responsabilidade e com o meu trabalho como jornalista”, começa por escrever a ex-jornalista, que se diz afastada da profissão.

“Foi há oito anos! Nunca mais tive hipótese de fazer jornalismo apesar de ter procurado contar a verdade acerca do primeiro-ministro de Portugal.  Estranho, não é? Devia ser ao contrário. Eu e os jornalistas da minha equipa devíamos ser disputados entre os meios de comunicação social. Mas não”, realça.

Manuela Moura Guedes revela também que parte da equipa do telejornal de sexta-feira está afastada do jornalismo.

“Dos sete ou oito jornalistas que faziam o Jornal de Sexta, três, dos melhores, abandonaram a profissão, porque deixaram de ter condições sérias para o exercer. Resta a resistente Ana Leal”.

Mas Moura Guedes vai mais longe e aponta ‘espingardas’ para António Costa.

“Algo vai muito mal neste País, quando a Informação tem de se ajeitar à política e a interesses vários e quando, por exemplo, um primeiro-ministro (Costa) diz aos eventuais compradores da TVI (Altice) que seria bom manterem lá o director de Informação (Sérgio Figueiredo) e a Administradora espanhola (Rosa Cullell)…”, sustenta.

Para Manuela Moura Guedes, a acusação a Sócrates e estas movimentações na comunicação revelam que algo vai mal.

“Tudo se aceita, até a interferência de um chefe de Governo na linha editorial de uma televisão! No entanto, há oito anos  levantou-se o Carmo e a Trindade porque um pobre e indefeso primeiro-ministro estava a ser vítima de uma campanha pessoal por parte de uma jornalista. Parece uma anedota, não é?”, conclui.

Recentemente, Moura Guedes abordou esta questão, a forma como a afetava pessoalmente e emocionou-se com o facto de ter sido obrigada a exercer a profissão:

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