Sociedade

Morreram 23 mulheres em 2011 por violência doméstica e há 22 483 denúncias

violencia-domesticaDesde o início do ano, já morreram 23 mulheres por violência doméstica e há 22 483 queixas apresentadas por mulheres na polícia, o que representa uma média de 68 agressões denunciadas por dia. Fora das estatísticas ficam milhares de casos escondidos, por vergonha ou medo de represálias. Hoje, 25 de novembro, assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

A cada duas semanas que passam, verifica-se, em média, o homicídio de uma mulher em Portugal, vítima de violência doméstica, segundo indicam as estatísticas relativas a 2011, que apontam 23 agressões fatais em 11 meses. São números elevadíssimos, apesar de representarem uma descida significativa, relativamente aos 43 mortos verificados em 2009.

Grande parte das mortes é o culminar de agressões reiteradas, violência doméstica escondida, que fica fora das estatísticas, por medo de represálias ou vergonha. Mesmo assim, há 22 483 denúncias apresentadas na polícia, só em 2011, a uma média de 68 diárias.

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, realçam-se os números de um drama social que envolve agressões, homicídios e tentativas de homicídio.

Em 2010, a violência doméstica provocou a morte a 43 mulheres, o que representa uma aproximação aos dados negros de 2008, segundo a UMAR. Os registos da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), feitos desde 2004, indicam um aumento de morte por violência doméstica, de 2009 para 2010.

Os indicadores da UMAR variam entre os 22 de 2007 e os 46 de 2008. Em 2010, regressaram os números mais negros: 43 mulheres perderam a vida, devido a casos de violência doméstica.

E desde a criação deste observatório, em 2004, já foram assassinadas 250 mulheres, a uma média que ronda as 36 por ano. Logo, 2010 veio aumentar esta média negra, num contraste com as 29 vítimas verificadas em 2009. No ano em curso, os números devem ficar perto dos registados em 2009.

Outro dado relevante é a percentagem de mulheres mortas no ano passado que haviam apresentado outras queixas de violência doméstica. Uma em cada quatro vítimas não silenciou as agressões. No entanto, as agressões repetiram-se e acabaram por ser fatais.

Confrontado com estes dados, o Governo de então preferiu olhar para os dados dos tribunais: 42 homicídios com trânsito em julgado em 2007, 36 em 2008 e 43 em 2009. Só existem indicadores a partir deste período e não há estatísticas relativas a 2010 ou a 2011.

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