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‘Menos Grande’: Muralha da China está quase um terço mais curta

A Grande Muralha da China já não é assim tão grande. Quase um terço da construção desapareceu, ou pelas condições meteorológicas que levaram à erosão, ou pelo roubo dos tijolos para uso noutras obras e até para venda como recordação turística.

A Grande Muralha da China, única construção humana visível da Lua, já não é assim tão grande.

O monumento, que a UNESCO classificou como Património da Humanidade, tinha uma extensão de 21 mil quilómetros, quando unidas as várias secções. A muralha nunca foi uma só, mas sim um conjunto de várias barreiras ao longo de um mesmo perímetro.

Porém, a obra que começou a ser construída por volta do ano 220 a.C. e só foi terminada na dinastia Ming (século XV) estará cerca de um terço mais curta, segundo as estimativas dos especialistas.

Quando foi concluída, a Grande Muralha da China teria uma extensão de 21 mil quilómetros, protegendo o ‘império do meio’ desde Shanhaiguan, na costa leste de Jiayuguan, pelas inóspitas areias do deserto de Gobi até terminar na foz do rio Yalujiang, já na província de Liaoning.

Na altura da classificação como Património da Humanidade, a extensão seria de 9000 quilómetros, a maioria dos quais (cerca de 6300 quilómetros, construídos entre 1368 e 1644) a serem os mais visitados por estarem a norte de Pequim, a capital do país.

Só que desses 9000, segundo o Beijing Times, “1962 quilómetros desvaneceram-se ao longo dos séculos”.

A culpa, segundo o jornal, foi do excessivo turismo e das atividades locais, em especial por parte dos residentes na região de Lulong, no norte da província de Hebei, que em dificuldades financeiras não hesitaram em roubar tijolos da muralha para construírem as suas casas.

Já o Global Times admitiu que também há chineses a roubarem “as placas que contêm inscrições chinesas para venderem por 4,30 euros por peça”, uma prática punida com multas de 5000 yuans, cerca de 73 cêntimos.

Para além do valor irrisório da penalização (quase um sexto da venda de uma única peça), “não existe nenhuma organização específica para garantir o seguimento da lei”, isto para além dos incidentes que ocorrem em zonas de fronteira de jurisdição (entre várias entidades) tornarem o problema ainda mais complexo.

“A exploração das secções incompletas da Grande Muralha, uma atividade popular em crescimento nos últimos anos, tem atraído a essas áreas mais turistas do que é possível comportar, originando um desgaste ainda maior”, acrescentou Jia Hailin, representante da proteção oficial de Relíquias e Cultura.

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