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Maioria dos abusadores de menores fica em liberdade

A maior parte dos abusadores de menores fica em liberdade, cumprindo pena suspensa. Dados do Ministério da Justiça notam que três em cada quatro condenados não vão para a cadeia. Mas esta é uma realidade que abrange outros tipos de crimes: nos últimos três anos, a maioria dos condenados em Portugal beneficiou de pena suspensa.

Os números, a que a Renascença teve acesso, e que dizem respeito ao período entre 2014 e 2016, mostram que quase “75 por cento dos autores de crimes de abuso sexual de menores foram condenados a pena suspensa”.

Das 696 condenações, os juízes aplicaram a pena suspensa em 523 ocasiões.

A realidade dos números mostra que quase o triplo dos abusadores beneficiaram de pena suspensa, em relação aos que acabaram atrás das grades.

Pena suspensa na violência doméstica

Nos crimes de violência doméstica também o cenário de pena suspensa é aplicado de forma considerável.

No ano de 2014, das 138 pessoas condenadas, 73 foram colocadas na cadeia para cumprir pena por violência doméstica.

Em 2015, 203 ficaram sujeitos a algumas medidas condenatórias, mas em liberdade e 15 foram parar à cadeia.

No ano de 2016, 1390 conseguiram escapar a uma pena de prisão efetiva e somente 95 pessoas acabaram numa cela.

Os juízes também acabaram por aplicar em maior número a pensa suspensa em casos de tráfico de droga, onde as condenações com prisão efetiva foram inferiores às de pena suspensa.

O mesmo cenário verifica-se, ainda de acordo com os números da Renascença, nos crimes de resistência à autoridade e crimes com armas.

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