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Kate e Gerry McCann sentem culpa pelo desaparecimento de Madeleine

madeleine1Kate e Gerry McCann sentem culpa, pelo desaparecimento da sua filha, Madeleine, na Praia da Luz, Algarve, e consideram “intolerável” que “nenhuma polícia do mundo” esteja a desenvolver buscas. O casal McCann acredita que a filha “pode estar viva”. As revelações foram feitas em entrevista ao diário espanhol El Pais, concedida depois da apresentação do livro ‘Madeleine’.

Os pais de Maddie, Kate e Gerry McCann, sentem culpa, crença e uma enorme revolta por não verem as autoridades de nenhum país empenhadas nas buscas da menina desaparecida, desde 2007, numa instância turística no Algarve.

Kate e Gerry concederam uma entrevista ao El Pais, depois de apresentarem o livro ‘Madeleine’, e trouxeram de novo para o cenário mediático este estranho desaparecimento, que continua por esclarecer.

E a falta de esclarecimento é ponto de crítica. Segundo o casal britânico, é “intolerável que nenhuma polícia esteja a proceder diligências”, na procura “ativa” da criança. Kate e Gerry McCann acreditam que a filha “pode ser encontrada com vida” e mantêm a investigação privada.

A culpa de ambos é um sentimento que irá acompanhar os pais da criança até ao fim das suas vidas: “Nunca deixaremos de sentir arrependimento e culpa, por tudo o que aconteceu naquele dia”, dizem. No entanto, no seu íntimo, consideram que Madeleine ficou em segurança.

“Se tivéssemos pressentido perigo, por mais pequeno que fosse, teríamos agido de outra forma… Mas não podemos mudar o passado e resta-nos viver com isso. mais podemos mudar. Temos que viver com tudo isso”, referiu Kate McCann.

Entretanto, falaram do presente e de algumas questões privadas. Gerry voltou a exercer como cardiologista, no Hospital de Glenfield (Leicester), enquanto Kate mantém-se empenhada na procura de Maddie.

Os dois outros filhos do casal “fazem perguntas e recordam Madeleine”. “Dizemos-lhes que foi raptada, mas eles não aceitam…”, revela a mãe, que fala de uma “família incompleta”.

Nos últimos quatro anos e cinco meses, já investiram mais de três milhões de euros, na contratação de detetives e na manutenção de uma linha de atendimento telefónico, que recebe informações sobre possíveis avistamentos de crianças que possam indiciar tratar-se de Madeleine. Este valor foi conseguido à custa de donativos.

Scotland Yard esteve em Portugal

O último desenvolvimento na investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann ocorreu em agosto passado, quando agentes da Scotland Yard regressaram a Portugal, para efetuar diligências de finalidade desconhecida. A Polícia Judiciária não confirmou a presença daqueles agentes, mas um porta-voz assegurou à agência Lusa essa deslocação a solo luso.

O caso está arquivado desde 2008, em Portugal, mas em solo inglês prosseguem diligências privadas, relacionadas com o desaparecimento da menor. E se há desenvolvimentos, a Procuradoria-Geral da República desconhece. “Nada foi solicitado ou comunicado”, afirma a PGR.

O alegado regresso a Portugal por parte da Scotland Yard ter-se-á dado dias depois de mais um avistamento. Uma menina com semelhanças físicas, vista na Índia, gerou uma onda mediática. Mas não era Madeleine.

A criança britânica tinha quase 4 anos quando desapareceu, a 3 de maio de 2007, do apartamento onde passava férias com a família, na Praia da Luz (Algarve).

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