Política

Jardim acusa governo português de um acordo de bloco central

alberto_joao_jardim2João Jardim acusou o governo nacional de ter feito um acordo de bloco central sem o conhecimento dos portugueses. O líder do PSD-Madeira afirmou que o Partido Socialista continua a dominar o aparelho de Estado.

O líder madeirense disse, na noite de ontem, num comício em Câmara de Lobos, que os “ataques à Madeira”, relacionados com a dívida da região, são fruto de um alegado “acordo de bloco central” feito “nas costas do povo”. Os portugueses votaram “a favor do PSD, a favor desta coligação e, no entanto, continua o PS a dominar o aparelho de Estado”, declarou.

Os ataques à Madeira “vêm de direções gerais, de inspeções, de institutos, da televisão portuguesa, de vários sítios que têm exatamente a mesma máquina dirigente que era do PS”, justificou, desta forma, a sua acusação.

“Eu quero saber se por detrás dos votos do povo existe algum acordo de bloco central nas costas do povo”, concluiu o líder da Região Autónoma.

Jardim solicita renovação da maioria absoluta

Alberto João Jardim voltou a explicar o endividamento da Madeira. “O que é que eu devia ter feito? Não ter feito nada, à espera que alguém nos desse dinheiro, ou devia ter feito enquanto houve dinheiro na Europa, nos bancos e no Estado, mesmo à custa de dívida?”, justificou-se.

O líder da Região Autónoma pediu a renovação de uma maioria absoluta para o PSD, fundamentando que “a única maneira de se formar um governo, caso o PSD não tivesse a maioria absoluta, era um acordo entre oito partidos, desde os partidos comunistas aos fascistas”. “Era uma salada russa, cada um a puxar para o seu lado, a Madeira ingovernável. Se não for o PSD, Lisboa esfrega as mãos de contente, não negoceia coisa nenhuma, vê uma oposição estilhaçada em oito partidos e faz deles o que quer”, preveniu.

Ataques à Madeira pretendem esconder problemas de Lisboa

O líder madeirense encara os ataques à região como “uma aliança em Lisboa entre os interesses económicos, financeiros e políticos contra a Madeira”. No entanto, considera que “a campanha contra o povo madeirense” pretende “esconder os problemas” que afirma terem início em Lisboa.

“Vão saber quantas medidas foram tomadas pelo Governo da República que vão ser tragicamente pesadas para todos os portugueses, mas que passaram despercebidas porque se estava a falar da Madeira”, apontou João Jardim.

Mais partilhadas da semana

Subir