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Isabel dos Santos é agora ativista contra… a corrupção

Isabel dos Santos tem feito críticas cada vez mais fortes à corrupção em Angola desde que o novo Presidente a afastou da Sonangol. A filha de José Eduardo dos Santos tem visado em especial os novos administradores da petrolífera que antes geria.

Exonerada da Songanol a 15 de novembro, Isabel dos Santos tem denunciado alegados casos de corrupção e partilhado notícias, incluindo de órgãos portugueses, sobre uma nova rede de poder a ser supostamente montada pelo Presidente João Lourenço (o mesmo que a exonerou da petrolífera).

Ontem, Isabel dos Santos questionou publicamente as intenções de João Lourenço em lutar contra a corrupção em Angola, citando um artigo de opinião que visava o ministro dos Negócios Estrangeiros, Manuel Augusto.

Antes, a ‘princesa de África’ tinha visado um dos novos gestores da Sonangol, Luís Ferreira do Nascimento José Maria, suspeito de ter “recebido cerca de 2,5 milhões dos 25 milhões de euros que terão sido desviados de forma ilícita dos cofres de uma subsidiária da petrolífera angolana, a Sonair”.

No final de novembro, a filha do histórico Presidente José Eduardo dos Santos acusou o novo regime de estar a tomar de assalto a comunicação social angolana.

“É notório o recente uso do Jornal de Angola e da TPA para agendas pessoais e não do interesse público e de Angola”, escreveu Isabel dos Santos, no Twitter, usando as hashtags “propaganda” e “difamação”.

A mulher mais rica de África, proprietária de um operador de comunicações, também criticou publicamente a abertura de um concurso para o quarto operador, no qual o Estado terá 45 por cento do capital.

“Monopólio” para ser usado pelo regime de João Lourenço, questionou Isabel dos Santos.

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