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Cérebro de uma mulher monitorizado durante um orgasmo (vídeo)

cerebro_orgasmoCientistas levam a cabo pesquisa que permite perceber as alterações no cérebro de uma mulher durante um orgasmo. Nan Wise, terapeuta sexual, foi a cobaia: masturbou-se durante uma ressonância magnética, sendo que o seu cérebro foi monitorizado, na Rutgers University (Nova Jérsia, EUA). Os resultados não são apenas conclusões, mas o início de um longo caminho.

É, provavelmente, o orgasmo mais importante para a comunidade científica. Investigadores da Rutgers University quiseram perceber as alterações provocadas no cérebro do ser humano quando este sente prazer. E nada melhor do que um orgasmo para suscitar prazer.

Uma mulher, Nan Wise, terapeuta sexual, predispôs-se a participar na experiência. O seu papel? Ter um orgasmo enquanto o seu cérebro é monitorizado (com captação de imagens a cada dois segundos em 80 regiões diferentes do cérebro), para fornecer dados sobre as alterações que esse orgasmo provoca.

O resultado permite compreender as profundas alterações cerebrais que esse prazer supremo provoca. E essas alterações cerebrais foram representadas num filme, com imagens reais, compostas a partir das fotografias.

Através de uma escala de cores, que varia do vermelho escuro ao amarelo claro, é possível perceber a quantidade de oxigénio utilizado pelo cérebro, em cada uma das suas regiões. Como o orgasmo, o vermelho transforma-se em amarelo, o que evidencia as mudanças geradas pelo prazer.

Esta investigação é, no fundo, um estudo do prazer e não um estudo de abordagem sexual. Pela primeira vez, foi feito um filme da atividade cerebral durante um orgasmo. O passo seguinte seria ser capaz de dominar essa atividade. Ou seja, dominar o cérebro. Será possível?

“Estamos a utilizar o orgasmo como forma de produzir prazer no ser humano. A questão que se coloca é esta: poderemos, um dia, aprender a ativar as regiões de prazer do cérebro? Se o conseguirmos, os resultados deste estudo permitirão que apliquemos esse conhecimento de uma forma mais ampla”, disse o investigador Barry Komisaruk.

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