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Interpol tem mandado de captura mas Duarte Lima está seguro em Portugal

rosalina_ribeiroMandado internacional de captura de Duarte Lima já está na posse da Interpol, que procura o português com o máximo de rapidez possível. No entanto, o ex-deputado, acusado da morte de Rosalina Ribeiro, estará seguro em território português. Duarte Lima continua em parte incerta, desde que foi formalmente acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Duarte Lima é procurado pela Interpol, que tem na sua posse um mandado de captura. Não se sabe se a Justiça portuguesa já foi informada da decisão, mas Duarte Lima não será, no entanto, detido, enquanto estiver em Portugal.

Só o seria se fosse extraditado para o Brasil, mas os dois países não permitem a extradição de cidadãos nacionais para serem julgados noutro país. Assim, o acusado da morte de Rosalina estará seguro em Portugal.

No entanto, o julgamento pode decorrer à revelia, em solo brasileiro, sem a presença do principal suspeito da morte de Rosalina Ribeiro. Duarte Lima só será detido se, por descuido, deixar Portugal, ou se, por sua iniciativa, participar no julgamento.

Se Duarte Lima deixar o país, poderá ser preso onde quer que se encontre, em virtude deste mandado de captura internacional que está na posse da Interpol. O advogado português é o principal suspeito da morte de Rosalina Ribeiro.

Desde que o Ministério Público do Rio de Janeiro concluiu a acusação, o ex-líder parlamentar social-democrata desapareceu e continua em parte incerta. Não é conhecido o seu paradeiro, nem qualquer reação à acusação que o aponta como pessoa “capaz de matar quem não satisfizer os seus interesses”.

Segundo a acusação, “Domingos Duarte Lima apanhou a vítima Rosalina no quarteirão onde ela morava (…), tendo-a levado para a Região dos Lagos. O veículo do denunciado passou pelo quilómetro 28 da RJ-106, sentido Saquarema, às 21h38, tendo passado no sentido contrário às 22h30, o que pode ser comprovado por multas de trânsito”.

“Domingos Duarte Lima, com dolo de matar, desferiu disparos de arma de fogo contra a vítima Rosalina que, por sua natureza, sede e extensão, foram a sua causa de morte”, refere o documento que acusa o advogado português.

Hoje, a filha do milionário Tomé Feteira, em entrevista à Lusa, considerou que, “lendo os elementos que existem, não resta dúvida nenhuma” de que Duarte Lima é o autor do crime que retirou a vida a Rosalina Ribeiro.

“Ninguém pode ser condenado sem julgamento. Mas, pelas informações que existem, não é difícil retirar uma conclusão…”, disse ainda Olímpia Feteira de Azevedo, que não tinha uma boa relação com Rosalina e, no início da investigação, chegou a ser apontada como possível autora do crime. Duarte Lima passou de testemunha a suspeito e é agora procurado pelas autoridades.

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