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A inovação e diversão devem caminhar juntas numa relação de amor?

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“Para mim, inovação e diversão devem caminhar juntas numa relação de amor. Será exigir muito?” [Flávia]

Olá, Flávia. Obrigado pela dúvida que partilha.

Vou responder-lhe diretamente à questão. Sim, é exigir muito. Porém, a minha resposta não assume um caráter negativo.

A exigência é importante em tudo na vida, desde que não seja desmesurada e despropositada. No que se refere a uma relação amorosa, a inovação e a diversão são dois ritmos agradáveis, saudáveis e exigentes. Encarando a inovação como a criação de algo novo, indo para além do «mais do mesmo», saindo da «zona de conforto», e diversão como sinónimo de alegria e de bom humor, diria a estes conceitos e às práticas inerentes: bem-vindos(as).

Considerando a fusão que sugere (e a frequência implícita), é inevitável, para mim, encará-la como exigente e exequível. No entanto, há dois elementos ou objetivos importantes para que tal seja possível: disponibilidade – algo que tem vindo a esgotar-se na nossa sociedade do stress e das indisponibilidades – e capacidade de esforço em prol dos objetivos (comuns) traçados – as atitudes e os comportamentos hedonistas têm prevalecido, em prol das atitudes que exigem um empenho sério e continuado vivido a dois (e, muitas vezes, sofrível).

Se a nossa meta for obter um relacionamento amoroso, a probabilidade de estagnação dentro do mesmo é grande (pelo menos, no que se refere a médio e longo prazo). Se a nossa meta for viver um relacionamento amoroso satisfatório, prazeroso, desafiante, íntimo, inspirador, entre outros elementos que remetam à vontade e necessidade de investir dia após dia, a probabilidade de evolução positiva é muito grande.

Perante esta última meta criaremos objetivos bem apetecíveis, mas também trabalhosos (porque as metas são exigentes) – este último aspeto dilui-se pela motivação que transportamos, enquanto no exemplo anterior o trabalhoso pode ser encarado como penoso. Dentro destes objetivos, no meu ponto de vista, deverão entrar os ritmos dançantes e edificantes da inovação e da criação.

Sem inovação e sem diversão o mundo das relações transforma-se num cenário bastante enfadonho (muitas vezes suportável, mas quase nunca apetecível).

Contudo, tal como referi anteriormente, a sociedade atual, de uma maneira geral, sofre de falta de disponibilidade (e também de mau uso da mesma) e falta de hábitos de espírito de trabalho. Sem disponibilidade e sem espírito trabalhoso fica difícil introduzir a inovação e a diversão na relação de amor, porque requerem espaço e tempo para se pensar e se implementar mudanças proveitosas para a relação.

Portanto, se as suas expectativas vão nesse sentido, tem que discutir com o seu (futuro) parceiro e conjuntamente analisarem os melhores modos de viver a vossa relação (não esquecendo todas as outras importantes variáveis dos relacionamento amorosos).


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