Clube dos Pensadores

Igreja: Sexo, mas…

Católicos recasados são aconselhados a abster-se de ter relações sexuais. Cardeal-patriarca D. Manuel Clemente recomenda aos casais que, quando não possa ser declarada a nulidade do casamento anterior, e por isso vivam em situação irregular, se abstenham da prática de relações sexuais.

Fiquei perplexo! A constante ingerência da Igreja na vida das pessoas.

Eu sou um agnóstico teísta que, admito que não tenho conhecimento que comprove a existência de Deus, mas acredito na possibilidade da existência de uma ou mais divindades.

A Igreja nunca soube resolver a questão da sexualidade. Contudo deveria fazer um acto de contrição orando pela tristeza de ter no seu seio tantos pedófilos, alguns deles encobertos que não foram condenados.

Portugal é um país soberano e laico, não há o direito de o Vaticano vir impor comportamentos a outro Estado.

Em Portugal há uma separação entre Estado e Igreja. Por vezes, o nosso Estado gosta de se tornar nosso “paizinho” e dizer-nos o que devemos fazer, agora, é a nossa Igreja que se quer tornar nossa “mãezinha”.

A Igreja tem que evoluir e perceber que não manda no corpo das pessoas. Compreendo a preocupação da Igreja, na banalização do divórcio, mas até dominar o comportamento dos católicos vai uma grande distância.

Ter sexo ou não, isso é com cada um, ou cada uma. É algo intimo e de foro privado. Não há o direito de vir alguém de fora seja quem for dizer o que se deve fazer.

Recomendações deste tipo só levam a um maior número de católicos o deixem de ser.

A Igreja tem que evoluir e adaptar-se aos seus crentes. Há cada vez um maior número de católicos não praticantes, que com este tipo de atitudes e comportamentos deixarão de o ser.

Gostava de ver a Igreja a aconselhar os ricos para ajudar os pobres.

A Igreja é um Estado dentro do próprio Estado com inúmeras isenções: para além do IMI, em termos de património, a Igreja Católica beneficia também da isenção do IMT, no caso de compra de imóveis, desde que efectuada pela Conferência Episcopal Portuguesa, Dioceses, Paróquias e outras jurisdições eclesiásticas ou outras pessoas canónicas. E, não paga IRC sobre receitas paroquiais e donativos monetários e em espécie efectuados para a realização de fins religiosos.

A Igreja continua retrógrada, que se opõe ao progresso e à mudança, conservadora, arcaica e antiquada.

A Igreja deveria abster-se de falar de casamento ao proibir o casamento de padres. É uma contradição insanável. Como é que alguém pode falar de algo, sem experiência e conhecimento de causa!?

A Igreja deveria dar o exemplo e depois exigir. Ainda há uns anos atrás a Igreja era a favor que só se tivesse relações sexuais no casamento para procriar. O celibato e a abstinência sexual nos tempos que correm e comprovado por estudos científicos são contra-natura.

Ter uma vida sexual activa só faz bem à saúde.

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