Fórmula 1

Honda também contra o limite de três motores na F1

Depois do líder da equipa Red Bull foi agora a vez do responsável da Honda para a Fórmula 1, Yusuke Hasegawa, afirmar que o limite de três motores por piloto para 2018 “não é razoável’. O mesmo já tinha sido defendido por Sergio Marchionne, o presidente da Ferrari, que deposita todas as esperanças numa última reunião do Grupo de Estratégia para que a regra mude.

Jean Todt, presidente da Federação Internacional do Automóvel, já mostrou o seu descontentamento com as tomadas de posição contra a restrição a três motores, dizendo que ela só pode ter alterada com o acordo unânime das equipas.

Hasegawa não tem dúvidas quanto ao irrealismo da medida: “É muito duro. Não apenas para nós. A Renault teve dificuldades. Não acho que seja razoável. Do ponto de vista técnico vai ser muito difícil. Se temos a mesma performance do motor vai ser difícil de alcançar (o limite). Se andarmos 2000 rpm abaixo, claro que podemos terminar. Mas esse não é o objetivo da F1”.

Questionado se a medida protege a Mercedes e a Ferrari, o responsável da Honda referiu: “Sim, é uma consequência. Já o discutimos muitas vezes. Com três motores significa que apenas temos duas oportunidades para introduzir uma atualização de motor. Precisamos de introduzir um bom motor no começo, mas se não o fizermos, então apenas temos duas oportunidades para introduzir um novo motor. Reduzir custos é importante, por isso apoiamos a redução de custos”.

Com os motores a terem que durante sete corridas esta temporada, os construtores enfrentam um difícil compromisso entre a performance e a garantia da fiabilidade. Yusuke Hasegawa sabe o que tem pela frente: “Neste momento temos de nos concentrar na fiabilidade, para ter um motor que faça sete corridas. Mas precisamos de melhorar também a performance. É bom ter uma boa base de trabalho. Temos de confirmar que o atual motor está bem. Assim que o conseguirmos podemos dar o próximo passo”.

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