Desporto

Hierro promete enfrentar Portugal “como se nada tivesse acontecido”

Fernando Hierro afirmou hoje, na apresentação como novo selecionador espanhol de futebol, estar convencido de que os jogadores que agora comanda vão defrontar Portugal como se “nada tivesse acontecido”, sexta-feira, na estreia do Mundial’2018.

“É um desafio bonito e apaixonante. As circunstâncias são as que são, e aceito esta responsabilidade, com valentia e pensando que temos um grupo que está a trabalhar há anos pelo Mundial. Fui o diretor desportivo nos últimos sete/oito meses e entendo que a vontade de todos é muito grande”, disse Hierro.

O sucessor de Julen Lopetegui, pelo qual disse ter a “máxima consideração, por todo o trabalho que fez em dois anos”, afirmou que o jogo com a formação lusa continua a ser trabalhado como antes, até porque “uma grande parte do ‘staff’ continua”.

“Já estivemos a ver vídeos. Sabemos que o jogo está muito perto e, nesse sentido, sabemos que temos de ser inteligentes e coerentes. Sabemos que não temos muita capacidade para mudar. Não podemos mudar absolutamente nada em dois dias”, frisou o ex-diretor desportivo.

Hierro frisou que vai orientar “um grupo absolutamente fantástico”, que fez “uma qualificação fantástica (nove vitórias e um empate), a um nível extraordinário”.

“O que pedimos é que sejam eles mesmos, que tenham a sua personalidade. Temos um desafio bonito no dia 15”, frisou, acrescentando: “Posso olhar nos olhos a toda a gente. Atuei como se tem de atuar nestes momentos. Estou de consciência tranquila”.

De acordo com o ex-jogador do Real Madrid, o que sucedeu não pode mudar nada:

“Isto não é justificação para não lutarmos pelo objetivo que trouxemos, lutar pelo mundial”.

“Sabemos que temos uma grande oportunidade. O que aconteceu nestes dias não nos pode servir de desculpa, a mim, pessoalmente, e aos jogadores. Temos que lutar pelo Mundial”, reafirmou Fernando Hierro.

O novo selecionador não está, para já, a pensar no futuro, mas apenas no campeonato do mundo: “O meu cargo é Portugal e depois o seguinte e o seguinte e o seguinte. Não pensamos em outra coisa que não seja fazer um grande mundial”.

“Viemos para competir. Temos de nos concentrar no desportivo. O Mundial só volta daqui a quatro anos”, lembrou Hierro, garantindo que a seleção não será prejudicada por estes acontecimentos: “Se não tivesse convencido disso, não estava aqui. Acho que, frente a Portugal, tudo vai acontecer como se nada tivesse acontecido. Temos a obrigação de mudar o ‘chip'”.

Por seu lado, o presidente da federação espanhola (RFEF), Luis Rubiales, o responsável pelo despedimento de Lopetegui e a aposta em Hierro, fez questão de “agradecer” ao novo selecionador por ter “aceitado, num momento difícil, este enorme desafio”.

“Pusemos a seleção nas suas mãos. Sempre dissemos que queríamos mudar o menos possível, escolher alguém que conhecesse bem a equipa. Os jogadores receberam-no de braços abertos e transmitiram-nos o compromisso de estar com ele e ajudá-lo em tudo”, afirmou o líder da RFEF.

Rubiales foi claro: “O que aconteceu não é bom, mas atuámos com responsabilidade. Falámos com os futebolistas e todo o ‘staff’ e todos cerraram fileiras em redor de Fernando, que já falou com todos”.

No que respeita a Julen Lopetegui, o assessor de imprensa da seleção espanhola afirmou, no início da conferência de imprensa, que o ex-técnico do FC Porto falará na chegada a Madrid, onde estará nos próximos três anos, ao comando do Real Madrid.

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