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Governo vai alargar rede profissionalizada de bombeiros a todo o país

De forma a reforçar a rápida resposta aos incêndios, o Governo vai alargar, a todo o país, a rede de equipas de intervenção permamentente, afirmou o ministro da Administração Interna. Eduardo Cabrita garantiu também que nenhum corpo de bombeiros será extinguido.

À margem de uma inauguração no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Eduardo Cabrita confessou que “não vai ser extinto nenhum corpo dos bombeiros. Se há experiência em Portugal que devemos homenagear e permanentemente valorizar é a do voluntariado em mais de 450 associações humanitárias”.

Em referência a uma notícia do jornal Público deste sábado, dando conta do avanço da profissionalização dos bombeiros em todos os concelhos do país, o ministro adiantou que, nesta decisão, o que está em causa é o “reforço de uma componente profissional no voluntariado”.

A ideia do Governo, insistiu o ministro, é a de “alargar a todo o país a rede – já hoje existente – de equipas de intervenção permanente”, que têm “carácter profissional” e já se encontram “baseadas nas corporações de bombeiros voluntários”, permitindo uma intervenção rápida, uma resposta imediata”.

“[Isto] porque, diz-nos também todo o conhecimento adquirido, o que é decisivo na resposta a um incêndio – quer um incêndio em torno de uma povoação, quer um incêndio florestal – é a primeira hora e meia de resposta”, explicou Eduardo Cabrita.

Neste contexto, as equipas de intervenção permanente deverão articular-se “com os grupos intervenção, proteção e socorro da GNR e com a força especial de bombeiros da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

“Conjugadamente [terão de] reforçar essa resposta imediata na tal hora e meia decisiva, para que um pequeno incêndio não venha a tornar-se num grande incêndio”, realçou.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

 

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