Sociedade

Gaivota avaria relógio da Torre dos Clérigos e obriga alpinista a ‘voar’

torre_clerigosUma gaivota chocou contra a Torre dos Clérigos e avariou um dos quatro relógios, no passado mês de outubro. Desde então, o histórico edifício da cidade do Porto perdeu um quarto do rigor temporal. A gaivota obrigou um alpinista a ‘voar’ até 70 metros de altura, para consertar o relógio estragado.

A Torre dos Clérigos foi alvo de uma intervenção, ontem, para corrigir um problema num dos relógios do monumento da cidade Invicta. Além de não dar horas certas, o relógio que se encontra virado a nascente poderia perder peças, por intervenção do vento.

Um dos ponteiros estava ‘preso por cordas’, em risco de cair no solo, onde circulam pessoas. E foi preso por cordas que um alpinista escalou ontem a torre, a 70 metros do chão, para repor a normalidade e o rigor na informação horária do monumento.

Desde meados de outubro, foi detetada a falha, aquando da mudança para o horário de inverno. A intervenção acabou por surgir agora, com a retirada do ponteiro que poderia cair ao chão. O alpinista escalou a Torre dos Clérigos pelas escadas que se encontram no interior. De seguida, já pela parte exterior, procedeu à intervenção.

Os dois ponteiros foram retirados, para reparação, levada a cabo por uma empresa de Braga. Mais tarde, regressam ao topo da torre para dar horas e se exporem ao perigo das aves, capazes de parar o tempo.

A operação num dos monumentos mais carismáticos da cidade do Porto passou discreta aos portuenses, que quase não repararam nos alpinista, o que se compreende. Muitos não repararam sequer na falha do relógio… É que a Torre dos Clérigos é vista como um todo e a sua beleza esconde defeitos.

Um dos ex libris da cidade do Porto, a Torre dos Clérigos foi projetada por Nicolau Nasoni e construída entre 1754 e 1763. D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache deu ordens de construção do monumento, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres. Tem 75 metros e desde 1910 está classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional.

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