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Ex-mulher nega acusações de Paco Bandeira em Tribunal e fala em “inferno”

paco_bandeira_maria_rosetaAs acusações de violência doméstica praticada por Paco Bandeira foram repetidas pela ex-companheira, que surgiu no Tribunal de Oeiras ao lado da filha. Maria Roseta revelou que viveu 12 anos de “inferno”, aos quais “nenhuma mulher conseguiria sobreviver”. Promete “coragem” para levar o caso “até ao fim” e desmente que pretenda “dinheiro em indemnizações”.

Maria Roseta participou ontem em mais uma sessão do julgamento de Paco Bandeira, no Tribunal de Oeiras. Surgiu de mão dada com a filha, ainda sinais da amargura que sente, transportada para as palavras em declarações prestadas aos jornalistas.

“Nenhuma mulher conseguia suportar aquele inferno. Levarei o caso até ao fim, porque é tudo verdade. Tive a coragem que outras mulheres, antes, não tiveram”, referiu a ex-companheira do cantor acusado de diversos crimes de violência doméstica, ao longo de mais de uma década, entre 1997 e 2009.

Paco Bandeira acusou-a de querer extorquir dinheiro, com indemnizações. Maria Roseta nega e remete mais considerações para o final do julgamento. “Vamos ver qual vai ser o desfecho…”, diz ainda, àquele jornal.

Paco Bandeira garantiu em Tribunal que nunca praticou qualquer ato de violência doméstica. O cantor é acusado de ter apontado uma arma à cabeça da ex-companheira, episódio que representa a alegada prática reiterada de maus tratos. No Tribunal de Oeiras, justificou as acusações com uma tentativa de extorquir dinheiro em indemnizações e falou em “mentira”.

O cantor reiterou a inocência, que tem sido repetida na página oficial que criou no Facebook, intitulada “em legítima defesa”. E foi ao ataque que o cantor se defendeu, acusando a ex-companheira de querer retirar benefícios financeiros com esta acusação. “É tudo mentira”, afirmou.

Também os jornalistas foram alvo de críticas. Paco Bandeira alega que as notícias que dão conta de episódios de violência doméstica são falsas e resultam de uma vingança, porque o cantor criticou esta classe de mau profissionalismo, numa das suas canções.

Com ou sem campanhas difamatórias, certo é que Paco Bandeira está no banco dos réus, acusado da prática reiterada do crime de violência doméstica, ao longo de anos, sobre a sua ex-companheira.

Nas investigações que resultaram do caso, foi apreendida a arma com que a ex-mulher de Paco Bandeira se suicidou. Uma vez que, segundo a acusação, essa arma foi agora usada (contra a ex-companheira, que terá visto o revólver apontado à sua cabeça), o irmão da antiga mulher do músico pretende, segundo o Sol, reabrir o processo do suicídio da irmã.

Recorde-se que Paco Bandeira responde em tribunal por diversos crimes, entre os quais ameaça com arma de fogo. O cantor fala de “campanha”, mas está sentado no banco dos réus, após denúncia do Ministério Público, que aponta para posse de arma proibida, maus-tratos e violência doméstica.

Maria Roseta, que conta 47 anos, abandonou há três anos a casa onde vivia com Paco Bandeira, localizada em Oeiras. Está a viver com a filha em Lisboa. E foi com a filha junto a si que compareceu na sessão de ontem. “Na vida, há pessoas com caráter e sem caráter… Ninguém conseguiria suportar o que eu suportei. Será feita justiça”, referiu ontem.

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