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Ex-líder da JSD deixa partido diz que “há racistas no PSD”

Um antigo líder da Juventude Social Democrata (JSD) está de saída do PSD e diz que a sua paciência se esgotou com as declarações de André Ventura, candidato do partido às autárquicas de Loures. Jorge Nuno Sá aponta várias situações que conduziram ao seu pedido de saída do PSD e defende que “há racistas e sexistas” no partido. “O PSD tem feito escolhas e opções que eu não gosto, não quero, não subscrevo”, salienta.

“Não gosto, mas admito que haja pessoas racistas no meu partido, desde que as possa combater. Não me deixo perturbar muito com as declarações sexistas de Abreu Amorim, além de caracterizarem mais o próprio do que outrem, desde que as possa contrariar”, escreve na carta de pedido de saída do PSD, a que o Observador teve acesso.

Jorge Nuno Sá sublinha que “a última das linhas vermelhas” foi atingida a partir do momento em que “um qualquer candidato do PSD [André Ventura] equaciona a reintrodução da pena de morte, e nada acontece, aí é o fim da linha” (ver aqui).

“Problema não é apenas o PSD ser neste momento um barco à deriva, e eventualmente afundar”

Antigo líder da JSD, Jorge Nuno Sá entende que o momento do partido “é de facto mais profundo, como se viu em Lisboa ou em Viana nas escolhas autárquicas, o que importa é ser amigo de quem manda, pois os órgão legítimos e próprios do partido com poder de decisão não reúnem, ou pior: são impedidos de reunir, não vão os militantes ter opiniões divergentes…”.

Jorge Nuno Sá, que desempenhava funções de conselheiro nacional, diz que “o problema não é apenas o PSD ser neste momento um barco à deriva, e eventualmente afundar, já perdi e já me afundei junto daqueles em que acredito e convictamente defendo, para depois me reerguer e construir algo de novo”.

“O problema é essa deriva levar-me a um porto para o qual eu não quero ir e nada poder fazer, pois não tenho garantias nem instrumentos aos quais recorrer”, frisou, deixando clara a sua posição no partido do qual fez parte nos últimos 25 anos.

“O PSD tem feito escolhas e opções que eu não gosto, não quero, não subscrevo, e ao mesmo tempo retirou-me os instrumentos que eu tinha para os contestar e combater. Assim Não! Os nossos caminhos separam-se aqui, deixei de acreditar.”

Na carta enviada a Pedro Passos Coelho, Jorge Nuno Sá diz reconhecer “mérito”, “estima e admiração pessoal” ao líder do PSD que conseguiu tirar o país da “bancarrota”.

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