Sociedade

Estudo: 90 por cento dos portugueses prefere experimentar antes de comprar

telemovelA grande maioria dos consumidores (90 por cento) privilegia a experimentação dos produtos, bem como a possibilidade de poder tocá-los, antes da compra. Conclusão resulta de um estudo do Observador Cetelem.

Um quarto dos consumidores portugueses admite dar muita importância à possibilidade de experimentar os produtos na loja antes de os adquirir e outros 62 por cento simplesmente valorizam a experimentação no local de compra.

Destaca-se ainda, com base no estudo, que os grupos etários entre 35-44 anos e dos 18-24 anos (ambos com representatividade de 29 por cento) são os que mais valorizam a experimentação dos produtos antes da aquisição. As mulheres são as que mais valorizam a experimentação prévia dos produtos.

“O fenómeno de contacto físico com os produtos que se vão adquirir desempenha um importante papel no comportamento de decisão de compra dos portugueses. Existindo a possibilidade de ver e tocar no produto, proporciona-se ao consumidor a experimentação de outro tipo de sensações para que possa decidir”, refere Conceição Caldeira da Silva, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

O estudo agora apresentado demonstra que “o ponto de venda continua a ser o local de compra por excelência”. Apesar da Internet ser “o canivete suíço do processo de compra, ainda não destronou a loja no que diz respeito a compras”.

É de salientar ainda a vontade dos consumidores de participarem em eventos proporcionados pelas lojas, que pretendem dar a conhecer os seus produtos.

Face à questão “Até que ponto valoriza eventos/experiências na loja?”, a maioria dos inquiridos, 63 por cento, afirma valorizar, atribuindo a classificação de quatro valores à importância que tem para si esta experiência, (escala de avaliação é de 1-5, sendo que o 5 é o mais elevado).

“O cliente privilegia as lojas que criam eventos, através do lançamento de produtos em primeira mão, demonstrações ou animações porque desloca-se para viver um acontecimento, uma experiência com vendedores, conselheiros, peritos e transmissores de vontades, mais do que para efetuar uma simples transação” revela Conceição Caldeira da Silva.

Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 600 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 27 a 29 junho. O erro máximo é de +0,4 para um intervalo de confiança de 95 por cento.

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