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Estados Unidos respondem “às propagandas da Rússia que andam por aí” sobre a Síria

O Departamento de Estado norte-americano divulgou hoje um comunicado como resposta “às muitas propagandas da Rússia que andam por aí”, sobre a guerra da Síria e o uso de armas químicas do regime de Assad, Presidente sírio.

“Não há dúvidas sobre a regularidade do uso de armas químicas por parte de Assad. Desde 2014, a Organização para a Proibição de Armas Químicas atribuiu a responsabilidade ao governo sírio por múltiplos ataques com gás sarin e cloro”, lê-se no comunicado divulgado na página oficial do Departamento de Estado, na rede social Twitter.

“A Rússia vetou seis vezes [no Conselho de Segurança da ONU] a condenação às ações de Assad”, acusou o Departamento de Estado norte-americano, denunciando ainda as autoridades russas de não terem cumprido com a promessa em “serem o garante da remoção das armas químicas na Síria”.

Segundo o comunicado, Assad apenas conseguiu travar uma guerra contra o “seu próprio povo” devido ao apoio iraniano, que, segundo o Departamento de Estado, “forneceu financiamento, treino, munições e até linhas de crédito” ao governo Sírio.

As autoridades norte-americanas reiteraram ter dado “uma chance à diplomacia”, declarando que esperaram “que ela conseguisse acabar com o horror dos ataques químico”.

“Mas, como vimos, isso não aconteceu”, assinala.

Tais factos, para os norte-americanos, justificaram os ataques realizados, na madrugada de sábado, com mísseis contra três alvos associados, alegadamente, à produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em colaboração com a França e o Reino Unido.

O presumível ataque químico foi realizado no dia 07 de abril, perto de Douma, Síria, que matou pelo menos 45 pessoas e deixou centenas de feridos.

No sábado, a França, os Estados Unidos e o Reino Unido remeteram no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a Síria, que inclui um novo mecanismo de controlo sobre o uso de armas químicas.

As negociações sobre este texto, que abrange três áreas, química, humanitária e política, foi redigido pela França e deverá ser entregue na segunda-feira, segundo fontes diplomáticas.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram sábado uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à “ação monstruosa” realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”.

Segundo o secretário-geral da NATO, a ofensiva teve o apoio dos 29 países que integram a Aliança.

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