EUA

Empresa em tribunal por discriminar mulheres e contratar anãs para “deboche”

Uma financeira norte-americana vai responder em tribunal por discriminação e assédio sexual. Antigas funcionárias alegam terem sido despedidas por recusarem participar no “recreio do deboche”, em brincadeiras que envolviam ‘strippers’ anãs.

Nicole Orlando, Evelyn Grondski e Donna Simon são algumas das ex-funcionárias que colocaram a America Funding Group, por brincadeiras de cariz sexual ao estilo das retratadas no filme O lobo de Wall Street.

“‘Wendy, traz as tuas mamas aqui’, era assim que éramos tratadas”, relatou uma das queixosas.

Os diretores da empresa, com destaque para Mark Mancino (o dono) e Michael Hamill, ameaçavam despedir as mulheres que se recusassem em alinhar nestas ‘brincadeiras’, o que aconteceu com Nicole Orlando, Evelyn Grondski e Donna Simon, segundo a versão destas.

Quando as mulheres se submetiam, eram apalpadas e vítimas de outros abusos sexuais.

A acusação refere que uma jovem de 22 anos, que Mark Mancino terá conhecido num ginásio, foi contratada com a obrigação de usar sempre “roupas provocantes”. Durante as reuniões, o dono da empresa atirava coisas para o chão e mandava a jovem apanhá-las “para poder acariciar-lhe e apalpar-lhe o corpo”.

Como recompensa, a jovem teria um cartão de crédito da empresa e recebia prendas de elevado valor, como um carro e roupas de marcas de luxo.

Neste “recreio de deboche”, como descreveram as queixosas, os diretores terão ainda contratado ‘strippers’ anãs, imitando uma das cenas de O lobo de Wall Street. Imagens a circular na internet mostram uma anã em cima de um homem (alegadamente, um dos diretores), amordaçado e deitado no chão do escritório.

 


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