Clube dos Pensadores

Eleições autárquicas: campanha eleitoral termina hoje

As eleições autárquicas que são de âmbito local e regional estiveram sujeitas a uma “politização do nacional”.

A campanha eleitoral, oficialmente, arrancou dia 19 de Setembro e termina hoje, dia 29. Uf que alívio! Amanhã sábado, o país reflecte e no domingo vota.

Todavia o país andou em campanha eleitoral desde o início do ano de 2017. Torna-se cansativo e medonho tanto tempo. Este ruído de fundo é ensurdecedor. A maioria dos portugueses já tinha definido se vai votar, em quem, ou se não vai votar.

Estas eleições autárquicas, quem esteve atento às televisões e aos seus noticiários pareciam umas eleições nacionais. Quem apareceu constantemente foram os líderes dos partidos: António Costa, Passos Coelho, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Assunção Cristas, essa teve razões para aparecer, pois, para além, de líder do CDS é candidata à CM Lisboa.

Estas eleições autárquicas pareceram a 1.ªvolta das próximas eleições legislativas, que se realizam em 2019.

As eleições autárquicas que são de âmbito local e regional estiveram sujeitas a uma “politização do nacional”.

Há 308 concelhos aos quais concorrem os candidatos, mas só se falou do Porto, Lisboa, do PSD pelo que se vai passar a seguir e pouco mais.

Ainda vivemos num “regime de 76”. A Constituição da República Portuguesa de 1976 é a actual Constituição que foi redigida pela Assembleia Constituinte eleita na sequência das primeiras eleições gerais livres no país em 25 de Abril de 1975.

Está na altura de separarmos o tipo de eleições: autárquicas; legislativas e europeias. As eleições presidenciais pela sua especificidade e por haver poucos candidatos conseguem distinguir-se e sobressaírem.

Todavia as eleições autárquicas continuam a ser menorizadas e depreciadas.

Os protagonistas deveriam ser os candidatos a presidentes de Câmara e candidatos a presidente de Freguesia.

Os candidatos das grandes cidades deveriam ter a palavra. Mas infelizmente quem aparece constantemente são os líderes dos partidos a falar do Orçamento de Estado ou de outros assuntos que nada têm que ver com as eleições autárquicas.

Depois os líderes dos partidos não se queixem, que se tirem ilações nacionais e com consequências.

Andam a percorrer o país de lés-a-lés e depois se o resultado for mau não é nada com eles.


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